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Internacional

Companhias aéreas modificam voos para contornar escalada na Ucrânia

Aéreas evitam sobrevoar a Ucrânia desde que um avião foi abatido sobre território controlado pelos separatistas

Diplomatas estão trabalhando para neutralizar a última crise, que já tem mais de 100.000 soldados russos na fronteira da Ucrânia
Por Siddharth Philip, Christopher Jasper e William Wilkes
28 de Janeiro, 2022 | 09:20 am
Tempo de leitura: 2 minutos

Bloomberg — As companhias aéreas estão alterando os horários para limitar sua exposição ao espaço aéreo ucraniano, embora os voos para dentro e para fora do país continuem à medida que o impasse com as tropas russas concentradas na fronteira se intensifica.

A Ryanair, a maior companhia aérea low-cost da Europa, reduziu o número de voos de ida e volta para a Ucrânia, de acordo com uma porta-voz.

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“A segurança de nossos passageiros e tripulantes é nossa prioridade número um e continuaremos monitorando nossos horários e nos ajustando de acordo”, disse a transportadora irlandesa em comunicado enviado por e-mail na quinta-feira.

A Deutsche Lufthansa e suas unidades suíças e austríacas mudaram alguns voos para Kiev da noite para a manhã devido a preocupações de segurança, permitindo que a tripulação evite passar a noite na capital ucraniana, disse um porta-voz. A transportadora holandesa KLM está fazendo o mesmo, informou a Interfax-Ucrânia esta semana.

Veja mais: UE se divide sobre sanções contra ação da Rússia na Ucrânia

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Voo MH17

As companhias aéreas geralmente evitam sobrevoar a Ucrânia desde que um avião da Malaysia Airlines foi abatido sobre território controlado pelos separatistas na parte leste do país em 2014. Os voos comerciais ainda são proibidos sobre o leste da Ucrânia e a Crimeia.

Investigadores internacionais concluíram que o voo 17 da Malásia, a caminho de Amsterdã para Kuala Lumpur, foi derrubado por um míssil terra-ar de fabricação russa. O presidente Vladimir Putin rejeitou as alegações de que a Rússia estava por trás da ação.

Diplomatas estão trabalhando para neutralizar a última crise, que já tem mais de 100.000 soldados russos na fronteira da Ucrânia. Na quinta-feira, o presidente dos EUA, Joe Biden, repetiu os avisos de que a Rússia poderia invadir a Ucrânia no próximo mês. A Rússia negou que planeja invadir.

Os operadores de aeronaves canadenses foram aconselhados em 19 de janeiro a não sobrevoar as partes sul e leste da Ucrânia “devido ao risco potencial de atividade militar intensificada e armamento antiaéreo dedicado no leste da Ucrânia”.

Voos diretos

As companhias aéreas, incluindo a LOT Polish Airlines e a húngara Wizz Air Holdings Plc, disseram que estão mantendo voos diretos para a Ucrânia, mas estão prontas para mudar os planos, se necessário.

“Continuamos monitorando de perto a situação na Ucrânia, mas não fizemos nenhuma alteração em nossa programação”, disse Wizz.

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A Agência de Segurança da Aviação da União Europeia também está monitorando, em coordenação com a indústria da aviação e a Comissão Europeia, disse uma porta-voz.

Willie Walsh, diretor-geral da Associação Internacional de Transporte Aéreo, disse que o grupo comercial de companhias aéreas está trabalhando com a Eurocontrol, que supervisiona o espaço aéreo europeu, para garantir que o tráfego que precisa entrar e contornar a Ucrânia possa evitar áreas de conflito potencial.

“Esta é uma região do mundo que já viu problemas no passado”, disse Walsh. “A maioria das companhias aéreas reduziu significativamente a quantidade de tráfego que passa pelo espaço aéreo e esse tem sido o caso há vários anos.”

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--Com assistência de Maciej Martewicz

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