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Mercados

Wall Street zera perdas e termina no azul após forte oscilação

O movimento foi uma reversão de tirar o fôlego nos mercados, já abalados por tensões geopolíticas e pela campanha do Federal Reserve contra a inflação

Amenaza por parte de  las crecientes tasas de bono
Por Rita Nazareth e Vildana Hajric
24 de Janeiro, 2022 | 06:17 pm
Tempo de leitura: 1 minuto

Bloomberg — Um “sell-off” de ações, que parecia ser um dos piores dos últimos dois anos, foi praticamente extinto nos últimos minutos dos negócios desta segunda-feira quando investidores atrás de oportunidades de preço surgiram no fechamento do pregão. O movimento foi uma reversão de tirar o fôlego nos mercados, já abalados por tensões geopolíticas e pela campanha do Federal Reserve contra a inflação.

As empresas de varejo, indústria e energia lideraram uma recuperação no S&P 500 (SPX) poucos minutos antes do fechamento depois que o indicador chegou a cair 4% no início do dia. O dólar ganhou, enquanto os títulos do Tesouro de 10 anos (GT10) terminaram o dia praticamente estáveis.

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Os traders continuam resolutos em antecipar que o Fed continuará com os aumentos de custos de empréstimos, mesmo com a queda de ativos mais arriscados. Os mercados de swap sinalizam um aumento de um quarto de ponto de juros em março e quase um ponto percentual em todo o ano de 2022.

Michael Wilson, do Morgan Stanley (MS), que há muito tempo é cético em relação ao rali que levou as ações dos EUA a recordes sucessivos, disse que a correção de janeiro “se encaixa muito bem” com sua visão, segundo a qual os mercados estão preparados para uma queda em meio a uma crise mais apertada nas esferas política e de atividade econômica.

“Certamente há muito em cima da mesa esta semana, e acho que o comportamento do mercado e todos esses riscos que eles estão enfrentando realmente estão testando a coragem do investidor de longo prazo”, disse JoAnne Feeney, sócia da Advisors Capital Management, Bloomberg Television segunda-feira.

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Nas notícias corporativas, as ações da Kohl’s Corp. disparam após a varejista de loja de departamentos atrair o interesse de dois investidores ao mesmo tempo em que enfrenta vários investidores ativistas que a pressionam para vender. A Halliburton Co. mais que dobrou seu dividendo depois que registrou seu maior lucro trimestral em mais de meia década, enquanto projeta anos de crescimento à frente.

Destaques da semana:

  • Balanços de: Apple (AAPL), Boeing (BA), GE (GE), 3M (MMM), Deutsche Bank (DB), Microsoft (MSFT), Samsung e Tesla (TSLA);
  • PMIs para a Zona do Euro, França, Alemanha, Reino Unido e Austrália, segunda-feira;
  • CPI da Austrália, terça-feira;
  • Decisão de juros do Federal Reserve e entrevista coletiva do presidente Jerome Powell, quarta-feira;
  • Decisão da taxa de juros do Banco do Canadá, quarta-feira;
  • Relatório de estoque de petróleo bruto da EIA, quarta-feira;
  • Dados de crescimento do PIB dos EUA no quarto trimestre, além de pedidos iniciais de seguro-desemprego e bens duráveis dos EUA, quinta-feira;
  • Renda do consumidor dos EUA, números do sentimento do consumidor da Universidade de Michigan, sexta-feira;

Alguns dos principais movimentos nos mercados:

Ações

  • O S&P 500 (SPX) terminou com alta de 0,3%;
  • O Nasdaq 100 (SDX) subiu 0,5%;
  • O Dow Jones Industrial (INDU) teve alta de 0,3%;
  • O MSCI Word (MXWO) caiu 1,9%;
  • O Stoxx 600 (SXXP) recuou 3,8%;

Moedas

  • O Bloomberg Dollar Spot Index (DXY) subia 0,3%;
  • O euro (EUR) caia 0,2% para US$ 1,1322;
  • O iene japonês (JPY) operava estável a 113,96 por dólar;

Renda fixa

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  • O rendimento dos títulos do Tesouro de 10 anos (GT10) seguiu estável em 1,76%;

Commodities

  • O petróleo bruto West Texas Intermediate (WTI) caia 1,6%, para US$ 83,81 o barril;
  • O ouro (XAU) subiu 0,5% para US$ 1.842,90 a onça.

(atualizado às 18h15 com dados do fechamento em NY)

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