PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
Internacional

Vale, Anglo e Barrick têm interesse em projeto na Argentina, diz McEwen

Indústria está voltando os olhos para a fronteira com o Chile para a extração de cobre e lítio, diz Rob McEwen

“Vimos uma série de grandes nomes entrarem e darem uma olhada na Argentina”, disse McEwen. “Isso por si só está dando mais conforto para os investimentos estrangeiros.”
Por James Attwood
20 de Janeiro, 2022 | 02:00 pm
Tempo de leitura: 2 minutos

Bloomberg — Vastas reservas e diretrizes políticas mais acolhedoras transformaram a Argentina em um hot spot de lítio nos últimos anos. Agora, a indústria global de cobre está voltando a dar uma olhada na nação sul-americana.

Essa é a visão de Rob McEwen, cuja empresa homônima perfura uma propriedade na província de San Juan, perto da fronteira com o Chile. Conhecida como Los Azules, a área atraiu a atenção de grandes produtores como Vale, Anglo American e Barrick Gold como uma potencial aquisição, disse ele. As três empresas se recusaram a comentar.

Enquanto McEwen busca avançar no projeto antes de ponderar a possibilidade de uma venda, o interesse das empresas é um sinal da perspectiva promissora do cobre como um elemento-chave na transição para a energia limpa, bem como da crescente atratividade da Argentina como uma jurisdição para mineração, disse ele em entrevista na quarta-feira.

A Argentina, onde políticas intervencionistas frearam a indústria, está se tornando mais atrativa para investidores estrangeiros, pelo menos em algumas de suas províncias ricas em minerais. O governo vê a mineração como uma maneira de trazer mais dinheiro para resolver seus problemas de endividamento, enquanto políticos de regiões mais estabelecidas do Chile e do Peru buscam uma maior participação nos lucros da indústria e uma regulamentação mais restritiva, o que aumenta a atratividade da Argentina.

PUBLICIDADE

Veja mais: Metais disparam e níquel chega a US$ 24 mil com queda na oferta

O país, que já era um produtor de ouro bastante relevante, agora vê depósitos de lítio nacionais atraírem bilhões de dólares à medida que a demanda global de veículos elétricos aumenta, enquanto uma unidade da mineradora australiana Fortescue Metals Group estuda produzir hidrogênio a partir de energia eólica.

“Vimos uma série de grandes nomes entrarem e darem uma olhada na Argentina”, disse McEwen. “Isso por si só está dando mais conforto para os investimentos estrangeiros.”

Por enquanto, ele quer aumentar o valor da Los Azules e passar para o estágio de pré-viabilidade no próximo ano e meio. A empresa está formando equipes de perfuração e construindo uma estrada de acesso, embora o trabalho tenha sido adiado por esforços de preservação cultural após atingir fósseis.

PUBLICIDADE

A onda da ômicron também interrompeu algumas operações na Argentina, incluindo a joint venture de ouro-prata da McEwen com a Hochschild Mining na província de Santa Cruz, segundo ele.

Embora McEwen esteja focado no cobre argentino no momento, o fundador e ex-presidente da Goldcorp ainda está de olho no mercado de ouro.

O ouro ficou atrás de outras commodities ultimamente. Mas o ambiente inflacionário eventualmente trará ouro e prata de volta à moda, disse ele.

“Eu acho que deveríamos ver um movimento de 100% em ouro e prata para que fiquem em linha com outras commodities.”

Veja mais em bloomberg.com

Leia também

Empresa de implantes cerebrais de Elon Musk se prepara para testes em humanos