Mercados

Mercados iniciam trajetória de 2022 com valorização

Volume ainda é escasso porque Reino Unido e parte da Ásia ainda estão de férias; investidores estão atentos a ômicron e índices macroeconômicos

As variáveis que orientarão os mercados
03 de Janeiro, 2022 | 07:48 am
Tempo de leitura: 2 minutos

Barcelona, Espanha — Os mercados de ações iniciam 2022 com valorização na Europa e nos Estados Unidos. O dólar se aprecia na primeira sessão do ano e o petróleo sobe diante das notícias de que o abastecimento da Líbia se reduziu antes de uma reunião da OPEP+.

O volume financeiro nos mercados ainda é bastante limitado, já que as bolsas do Reino Unido, do Japão e da China continuam festejando o Ano Novo e não funcionam hoje.

Em Hong Kong, as ações do grupo chinês Evergrande foram suspensas devido a notícias, divulgadas pela imprensa local, de que a empresa teria recebido ordens de derrubar blocos de apartamentos em um projeto na província de Hainan.

A agenda é morna e boa parte da atenção se centra ao desenlace do avanço da variante ômicron e suas repercussões sobre as economias mundiais. Embora seus efeitos sejam mais leves que os da variante delta, os contágios estão se propagando rapidamente.

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Mercados de renda variável iniciam 2022 com altasdfd

Do lado macroeconômico, hoje saem alguns PMIs do setor de manufatura na Europa e na Ásia.

  • A atividade fabril na Ásia e na Europa continuou sua expansão em dezembro, impulsionada pela resistência do lado da demanda e o alívio dos gargalos na cadeia de abastecimento. A dúvida é se a variante ômicron vai frear este movimento.
  • O índice IHS Markit de gerentes de compras da indústria manufatureira em Taiwan subiu para os 55,5 no mês passado, frente aos 54,9 de novembro.
  • Na zona do euro, o PMI de manufatura caiu a 58, sendo a Itália o país com maior crescimento e a França com o resultado mais fraco. Muitas empresas da região continuaram sentindo o impacto da escasez de matéria-prima, enquanto outros observaram uma menor pressão da demanda.
  • “Vemos alguns indícios tímidos, mas muito positivos, de que a crise da cadeira de abastecimento que afetou as linhas de produção em toda a Europa está começando a diminuir”, disse Joe Hayes, economista-chefe de IHS Markit.

Inflação no radar

Durante a semana, serão divulgados os índices de emprego norte-americano e de inflação na Europa. A expectativa com relação aos preços é grande e o mercado quer comprovar se a realidade coincide com as previsões do Banco Central Europeu (BCE) de que os indicadores começariam a desacelerar em 2022, ainda que a maioria dos economistas aguarde para o segundo semestre uma desaceleração dos preços.

A hipótese de que os preços diminuam o ritmo poderia levar os bancos centrais a reavaliar a necessidade de adotar uma política monetária mais restritiva para controlar a inflação.

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As investidas dos bancos centrais mundiais são, aliás, um dos riscos que se despontam para a renda variável em 2022. Os investidores contam que os estímulos monetários sejam retirados de forma leva e gradual, de modo que o mercado siga com abundante liquidez.

Em linhas gerais, o olhar que os investidores dirigem para 2022 é de otimismo. Se espera um bom ano para as bolsas, ainda que com potencial de desempenho mais modesto que o de 2021.

Na agenda

  • Os mercados do Reino Unido, do Japão e da China não operam hoje por feriado
  • As atas da reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed) serão publicadas na quarta-feira (5)
  • James Bullard, membro do Fed, fala em uma palestra sobre política monetária na quinta-feira (6)
  • Outro membro do Fed, Mary Daly, discursa em um seminário na sexta-feira (7)
  • Isabel Schnabel, do conselho executivo do BCE, participa de um evento no sábado

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-- Com informações de Bloomberg News

Michelly Teixeira

Michelly Teixeira

Jornalista com mais de 20 anos como editora e repórter. Em seus 12 anos de Espanha, trabalhou na Radio Nacional de España/RNE e colaborou com a agência REDD Intelligence. No Brasil, passou pelas redações do Valor, Agência Estado e Gazeta Mercantil. Tem um MBA em Finanças, é pós-graduada em Marketing e cursa um mestrado em Digital Business na Esade.

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