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Internacional

Nos EUA, espera por vacina pode configurar discriminação

Divisão de direitos civis do departamento divulgou diretrizes na quarta-feira para sistemas e prestadores de saúde que recebem recursos do governo federal

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Bloomberg — Nos EUA, programas de vacinação com tempos de espera desproporcionais em comunidades de minorias raciais podem ser considerados discriminatórios, alertou o Departamento de Saúde e Serviços Humanos.

A divisão de direitos civis do departamento divulgou diretrizes na quarta-feira para sistemas e prestadores de saúde que recebem recursos do governo federal. Essas organizações devem “garantir acesso justo e equitativo às vacinas” para cumprir a Lei dos Direitos Civis de 1964 e a Lei de Cuidado Acessível, afirmou o departamento, conhecido pela sigla em inglês HHS.

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Raça, cor, nacionalidade e idioma não podem ser obstáculos à vacinação, segundo as diretrizes. As comunidades de brancos foram menos afetadas pela pandemia de Covid-19 do que as demais. Pessoas de minorias raciais têm maior probabilidade de infecção e morte pelo coronavírus, de acordo com dados do Centros de Controle e Prevenção de Doenças.

A hesitação em relação às vacinas e processos históricos de discriminação e acesso desigual contribuíram para a disparidade de resultados entre os grupos raciais, segundo o HHS. A taxa de vacinação completa para negros e latinos é menor do que para outros grupos e eles também são menos propensos a receber a dose de reforço.

“Sabemos que as vacinas continuam sendo a melhor forma de proteção contra a Covid-19 e, portanto, garantir acesso fácil e equitativo a elas no país é uma obrigação”, afirmou o secretário do HHS, Xavier Becerra, em comunicado. “Não importa o seu endereço, origem ou elegibilidade, existem vacinas ao seu alcance.”

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“Hospitais, clínicas, agências de saúde pública estaduais e locais, farmácias, unidades móveis de vacinação, lares de idosos e instituições de cuidados de longo prazo” se enquadram na exigência legal, segundo o HHS.

“Esta diretriz foi desenvolvida para garantir que todos possam acessar as vacinas e doses de reforço contra a Covid-19”, disse a diretora da divisão de direitos civis do departamento, Lisa Pino. “Todos nós devemos fazer nossa parte para garantir que ninguém fique para trás nesta pandemia, especialmente os que correm maior risco.”

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