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Saúde

Estudos mostram menor risco de hospitalização com ômicron

Novos dados somam-se a um estudo mostrando que os sul-africanos tinham 70% menos chance de evoluir para um quadro grave

Tempo de leitura: 2 minutos

Bloomberg — Com grande número de mutações, a variante ômicron parece ter menos chance de levar à internação hospitalar do que a variante delta da Covid-19, de acordo com dados preliminares de três estudos.

Pesquisadores na Escócia descobriram que a ômicron está associada a um risco dois terços menor de hospitalização em comparação com a outra variante, embora tenha 10 vezes mais probabilidade do que a delta de infectar pessoas que já tiveram a doença. Uma equipe do Imperial College London trabalhou com um conjunto de dados maior e descobriu que quem se contaminou pela ômicron tinha quase metade da probabilidade de pernoitar no hospital.

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Os novos dados somam-se a um estudo mostrando que os sul-africanos tinham 70% menos chance de evoluir para um quadro grave e 80% menos chance de internação após infecção pela nova variante.

Com mais estudos, há uma percepção preliminar de que a onda ômicron que invade vários países e provoca novos recordes de casos talvez seja menos perigosa do que a delta — pelo menos em áreas com altos níveis de imunidade.

Recorde de casos

A nova cepa altamente contagiosa ainda pode sobrecarregar sistemas de saúde por causa da disparada das infecções, alertaram os pesquisadores. Os novos casos diários da Covid no Reino Unido ultrapassaram 100.000 na quarta-feira, o maior número já visto por lá.

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Veja mais: Expectativa de vida nos Estados Unidos tem maior queda em 75 anos

“É importante não nos precipitarmos”, disse Jim McMenamin, diretor nacional para a Covid-19 na agência de saúde pública da Escócia, que elaborou o estudo em conjunto com a Universidade de Edimburgo e a Universidade de Strathclyde. “Uma parcela menor de um número maior de casos que demandam tratamento ainda pode significar um número substancial de pessoas com forma grave da Covid.”

Anthony Fauci, o principal consultor médico da Casa Branca, ecoou esses comentários. Mesmo afirmando que o estudo da Escócia “parece validar e verificar” os dados da África do Sul, ele alertou que o perfil demográfico dos EUA pode levar a resultados diferentes e que o número total de casos pode se sobrepor aos benefícios relacionados à menor gravidade.

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“Mesmo havendo uma diminuição na gravidade, se houver um número muito maior de casos individuais, o fato de haver muito mais casos pode compensar a menor severidade”, disse Fauci durante entrevista coletiva.

Doses de reforço da vacina oferecem maior proteção contra a delta e ajuda substancial na prevenção de infecção sintomática pela ômicron, concluiu o estudo dos escoceses.

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