Putin e Xi se unem enquanto EUA e UE se preocupam com a Ucrânia

Presidentes da Rússia e da China demonstram apoio mútuo em meio às crescentes tensões em Moscou por uma possível invasão do país vizinho

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Bloomberg — O presidente russo Vladimir Putin e o líder chinês Xi Jinping deram uma demonstração de solidariedade em meio às crescentes tensões entre Moscou e o Ocidente por temor de que a Rússia invada a vizinha Ucrânia.

“Considero nossas relações um verdadeiro modelo de cooperação entre países para o século XXI”, declarou Putin no início de uma videochamada na quarta-feira (15), em comentários exibidos na televisão estatal russa. “A estreita coordenação entre a Rússia e a China na arena internacional e a abordagem conjunta responsável para resolver questões globais urgentes se tornaram um fator estabilizador nos assuntos internacionais.”

Chamando Putin de “velho amigo”, Xi elogiou o relacionamento próximo entre os dois países.

O diálogo de alto nível veio uma semana depois de Putin e o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, realizarem uma cúpula em vídeo com o objetivo de neutralizar a crise que foi desencadeada pelo aumento maciço de tropas russas em sua fronteira com a Ucrânia desde o mês passado. Desde então, o líder russo falou por telefone com uma série de líderes ocidentais, incluindo o presidente francês, Emmanuel Macron, e o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson.

Todos alertaram o Kremlin contra uma invasão da Ucrânia.

Putin planejou discutir as tensões na Ucrânia com Xi como “aliados”, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, na terça-feira (14).

Biden propôs negociações entre a Rússia, os Estados Unidos e outros membros importantes da OTAN. Mas não está claro se o Ocidente está pronto para atender às demandas de Putin por garantias juridicamente vinculativas de que a aliança militar não se expandirá mais para o leste ou colocará armas ofensivas na porta de seu país.

Os EUA compartilharam inteligência com aliados europeus que dizem mostrar que a Rússia pode lançar uma operação militar na Ucrânia já no próximo mês. O Kremlin nega ter planos de invadir, mas acusou Kiev de sabotar um acordo de paz de 2015 e de planejar usar a força contra separatistas apoiados pela Rússia naquele local. A Ucrânia nega isso.

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