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Internacional

Mercado vê trajetória suave da retirada de estímulos na Europa

Quase metade dos entrevistados espera que a instituição anuncie no ano seguinte o primeiro aumento da taxa de juros em mais de uma década

Reunião do Conselho Geral do BCE em 16 de dezembro foi escolhida para decidir a trajetória futura dos estímulos
Por Alexander Weber e Harumi Ichikura
10 de Dezembro, 2021 | 12:15 pm
Tempo de leitura: 2 minutos

Bloomberg — O Banco Central Europeu buscará suavizar a retirada das compras emergenciais de títulos no ano que vem, antes que a perspectiva de inflação mais elevada permita o encerramento de toda a flexibilização quantitativa em 2023, de acordo com economistas sondados pela Bloomberg.

Segundo a pesquisa, na próxima quinta-feira as autoridades vão anunciar a decisão de encerrar em março as compras líquidas sob o plano de combate à pandemia, que envolve 1,85 trilhão de euros (US$ 2,1 trilhões). Para suavizar esse impacto, a expectativa é que haverá uma aceleração temporária do ritmo do programa regular do BCE. Quase metade dos entrevistados espera que a instituição anuncie no ano seguinte o primeiro aumento da taxa de juros em mais de uma década.

As respostas sinalizam como o BCE poderia reverter a política monetária extremamente flexível após a inflação em 12 meses chegar perto de 5%, a maior desde a introdução do euro. Diferentemente do presidente do banco central americano, Jerome Powell, a presidente do BCE, Christine Lagarde, vê a tendência como transitória, mas ainda não está claro quando os índices de preços vão voltar para a meta do BCE de 2%.

A reunião do Conselho Geral do BCE em 16 de dezembro foi escolhida para decidir a trajetória futura dos estímulos. No entanto, o cenário ficou mais complexo após um novo pico nos casos de Covid-19 na região e o surgimento da variante ômicron.

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“O BCE terá de reconhecer que a inflação corrente elevada e os riscos de alta no curto prazo justificam a remoção de parte do apoio emergencial dado pela instituição”, disse Oliver Rakau, da Oxford Economics. “Da mesma forma, o grupo com mentalidade mais branda no conselho buscará evitar um aperto prematuro.”

As compras sob o plano pandêmico devem recuar para 50 bilhões de euros mensais em fevereiro, segundo os economistas ouvidos. O BCE comprou cerca de 68 bilhões de euros em papéis em outubro e novembro.

Os entrevistados esperam que a compra regular de títulos — atualmente em 20 bilhões de euros por mês — dobre no segundo trimestre e volte gradualmente ao volume atual até outubro de 2022. Em julho de 2023 deve ser iniciada uma redução gradual de três meses em direção a zero.

“Na próxima semana, o BCE pode se abster de anunciar números exatos sobre a quantidade e/ou duração dos programas de compras de ativos, preferindo assumir um compromisso mais vago sobre a expansão das compras que será revisto em 2022 à medida que surgirem mais informações sobre a ômicron”, dizem David Powell e Maeva Cousin da Bloomberg Economics.

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