Internacional

Mais países aderem ao boicote diplomático às Olimpíadas de Pequim

Estados Unidos foram os primeiros a anunciar que diplomatas não devem ir ao país citando os abusos dos direitos humanos

Los Juegos Olímpicos, un nuevo foco de tensión entre China y EE.UU.
Por Lindsey Rupp e Marcelle Castro
09 de Dezembro, 2021 | 06:29 pm
Tempo de leitura: 2 minutos

BLoomberg — A lista de países que disseram que não enviarão representantes do governo às Olimpíadas de Inverno em Pequim está crescendo.

Os Estados Unidos foram os primeiros a anunciar um boicote diplomático aos jogos da China, citando os abusos dos direitos humanos no país. Agora, outras nações estão seguindo o exemplo. Atletas dos países ainda vão continuar competindo. Os jogos estão agendados para começar em 4 de fevereiro e vão acontecer até o dia 20 de fevereiro.

A China avisou que os países “pagariam um preço por suas escolhas erradas”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Wang Wenbin, em uma coletiva de imprensa em Pequim, em 9 de dezembro. Ele acrescentou que os países com boicotes nunca foram convidados para os jogos e negou que a China tema que mais nações anunciem boicotes.

“No momento, poucos chefes de estado, membros do governo e da realeza confirmaram presença”, disse ele

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A Nova Zelândia notificou a China em outubro de que não enviaria nenhum representante diplomático, citando uma série de fatores “principalmente relacionados à Covid”, segundo o vice-primeiro-ministro, Grant Robertson. “Mas deixamos claro para a China, em várias ocasiões, nossas preocupações sobre as questões de direitos humanos.”

Aqui está uma lista de países que disseram que não enviarão autoridades para os jogos.

Estados Unidos

A secretária de imprensa da Casa Branca, Jen Psaki, anunciou a decisão em 6 de dezembro.

“O governo Biden não enviará nenhum representante do corpo diplomático ou outra autoridade para os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de Inverno de Pequim 2022, devido ao genocídio e crimes contra a humanidade perpetrados pela China, em Xinjiang, e outros abusos dos direitos humanos”, disse Psaki.

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Austrália

O primeiro-ministro Scott Morrison foi o primeiro a acompanhar os EUA no boicote, em 7 de dezembro.

Há a questão “dos abusos dos direitos humanos em Xinjiang e muitas outras questões que a Austrália tem levantado consistentemente, estamos muito satisfeitos e muito felizes em falar com o governo chinês sobre essas questões”, disse Morrison a repórteres em Sydney na quarta-feira (8).

Reino Unido

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, anunciou na Câmara dos Comuns, em 8 de dezembro, que o país não enviaria autoridades às Olimpíadas.

“Haverá efetivamente um boicote diplomático aos Jogos Olímpicos de Inverno em Pequim”, disse Johnson. “Não se espera que nenhum ministro compareça e nenhum funcionário público”.

Canadá

O primeiro-ministro Justin Trudeau anunciou o boicote em 8 de dezembro, em Ottawa, com seus ministros das Relações Exteriores e do esporte.

Estamos extremamente preocupados com as repetidas violações dos direitos humanos por parte do governo chinês”, disse Trudeau.

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Marcelle Castro

Marcelle Castro

Localization Specialist na Bloomberg Línea. Tradutora brasileira formada pela Universidade de Brasília com mestrado em Estudos da Linguagem pela PUC-Rio e em Estudos Interculturais pela Universitat Rovira i Virgili. Tem 20 anos de experiência como tradutora e intérprete de conferências.