‘Sell-off’ chega ao mundo cripto

Também no Breakfast: Bitcoin segue abaixo dos US$ 50 mil, enquanto o mundo aguarda mais informações sobre o avanço da variante ômicron

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Bom dia! Hoje é 6 de dezembro de 2021 e este é o Breakfast - o seu primeiro gole de notícias do dia

Um “sell-off” brutal que eliminou bilhões de dólares de empresas de crescimento ainda sem lucro, além de ações originadas de IPOs recentes e Spacs agora alcançou o Bitcoin, desafiando ainda mais a tolerância a risco e o peso dos custos de corretagem entre os pequenos investidores.

Os investidores de varejo, cuja disposição de permanecer firme no mercado em meio à turbulência ajudou a impulsionar o S&P 500 a um ganho de 21% em 2021, estão agora tratando algumas de suas piores feridas do ano, à medida que as perdas se acumulam em diversos segmentos mais especulativos.

  • Embora os day-traders tenham sido testados antes, já se passaram anos desde que isso aconteceu sem o suporte aberto dos bancos centrais, cujo tom de mudança em torno da inflação fez os mercados de risco girarem na semana passada. Especuladores profissionais já se posicionaram, descarregando o risco no ritmo mais rápido em 20 meses.
  • Grandes perdas em um ativo como o Bitcoin têm o potencial de diminuir a confiança entre um grande segmento desses investidores, um conceito descrito como efeito de riqueza negativo. Ao todo, os investidores em criptoativos têm cerca de US$ 250 bilhões a menos em suas contas do que tinham quando as ações começaram a cair em 26 de novembro.

Na trilha dos Mercados

Os futuros de Nova York operavam mistos nesta segunda, apesar dos mercados asiáticos iniciarem a semana em baixa, após notícias consideradas positivas sobre a variante ômicron ajudarem a restaurar a calma depois da forte volatilidade vista na semana passada.

Na Ásia, as ações foram negociadas com perdas no Japão, Austrália, Coreia do Sul e Hong Kong, enquanto os futuros do Dow Jones, nos EUA, subia, e os do Nasdaq, focado em ações de tech, caíam.

Na sexta, as ações americanas estenderam uma queda semanal após o relatório do mercado de trabalho Payroll ter alimentado a volatilidade. As empresas de tecnologia tiveram um desempenho inferior, lideradas por Tesla, a Meta Platforms (antigo Facebook) e Apple. O Nasdaq Golden Dragon China Index - termômetro das empresas expostas à China listadas nos EUA - teve a maior queda desde 2008 com preocupação em relação ao fechamento de capital de empresas chinesas listadas nos EUA.

Emprego nos EUA x “tapering”

Os EUA registraram na sexta (5) uma aceleração dos empregos ante o último mês, conforme dados do Payroll de outubro, e um recuo na taxa de desemprego, ilustrando um impulso adicional para o mercado de trabalho ainda às voltas com os desafios de contratação.

O Payroll avançou para 513.000 no mês passado, depois de um aumento revisado para cima de 312.000 em setembro, conforme o Departamento do Trabalho americano divulgou. A taxa de desemprego ficou em 4,6%.

Bitcoin abaixo de US$ 50 mil

O Bitcoin segue abaixo de US$ 50 mil nos negócios deste domingo após o susto que levou a mais valiosa das criptomoedas a derreter 20% no sábado com a aversão ao risco nos mercados financeiros.

A derrocada da criptomoeda assustou os investidores de varejo, que tem perdido também em apostas com “ações meme” e de novatas na bolsa, além de SPACs. Segundo reportagem da Bloomberg News, a virada hawkish do Federal Reserve e a variante ômicron já apagaram mais de 10% do valor de mercado das criptomoedas, US$ 50 bilhões de ações de empresas recém-chegadas à bolsa e 14% de uma cesta de “ações memes”.

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No radar

No Brasil:

  • Pesquisa Focus

No exterior:

  • PMI de Construção e vendas no varejo do Reino Unido
  • Encontro do Eurogrupo
  • Leilões do Tesouro nos Estados Unidos

Destaques da Bloomberg Línea

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Opinião Bloomberg

A luta de Powell contra a inflação já está funcionando

Diante de uma inflação mais alta do que o esperado, os funcionários do Federal Reserve passaram as últimas semanas delineando seus planos para fazer algo a respeito. Isso pode não parecer muito, mas já está funcionando: ao que parece, o simples fato de falar em reduzir a inflação pode, por si só, reduzir a inflação.

Pra não ficar de fora

Que tal chegar de carro da rua, entrar no prédio, pegar o elevador e estacionar o carro - no caso um Porsche de R$ 800 mil - dentro do apartamento? Isso é possível na Porsche Tower de Miami, cujas unidades de US$ 25 milhões têm elevadores próprios para o motorista levar sua supermáquina até a cobertura ou deixá-la dormir ao lado do quarto.

Os edifícios com design assinado por grifes de alto luxo, que fazem sucesso nos EUA e Oriente Médio, agora chegaram ao Brasil. A Gafisa está levantando nos Jardins (zona sul de São Paulo) um prédio com assinatura da Lamborghini, famosa pelos esportivos (amarelos!). Porto Alegre terá a versão local assinada pela Porsche, em empreendimento da Cyrela. Nenhuma das duas tem ainda o tal elevador para carro, mas o design não perde em nada para os empreendimentos no exterior, segundo os executivos.

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