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Mercados

Investidores seguem ajustando posições e Ibovespa oscila na abertura

Executivos do comando da Moderna reiteraram que as numerosas mutações da variante ômicron sugerem que novas vacinas serão necessárias

Futuros dos índices americanos recuam, assim como os mercados acionários europeus
30 de Novembro, 2021 | 11:31 am
Tempo de leitura: 1 minuto

Bloomberg Línea — Enquanto os investidores seguem ajustando posições e monitorando os desdobramentos da nova variante da Covid, ômicron, os mercados se mantêm em tom de cautela. Tanto o Ibovespa quanto o dólar oscilam na manhã desta terça-feira (30). Mais cedo, executivos do comando da Moderna reiteraram que as numerosas mutações da variante ômicron sugerem que novas vacinas serão necessárias.

Lá fora, os futuros dos índices americanos recuam, assim como os mercados acionários europeus, enquanto as restrições a viagens elevam a preocupação de medidas rígidas contra a nova variante. Na véspera, o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, em seus primeiros comentários públicos sobre a variante, disse que ela representa riscos para ambos os lados em relação ao mandato do banco central para atingir preços estáveis e emprego máximo.

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“O recente aumento nos casos de Covid-19 e o surgimento da variante ômicron representam riscos negativos para o emprego e a atividade econômica, e aumentam a incerteza para a inflação”, disse Powell em depoimento preparado na segunda-feira (29), um dia antes de sua apresentação no Comitê Bancário do Senado.

  • Perto das 11h25, o Ibovespa subia 0,05%, a 102.869 pontos
    • Vale (VALE3), Usiminas (USIM5) e Petrobras (PETR4) eram as maiores contribuições para a alta
  • Veja mais: Minério segue acima de US$ 100 com Vale e dados na China em foco
  • O dólar caía 0,10%, a R$ 5,635. Todos os vencimentos dos DIs também recuavam
  • O futuro do Dow Jones caía 0,76%, o S&P 500, 0,55% e o Nasdaq, 0,14%

Contexto

Na manhã de hoje, o IBGE divulgou dados de desemprego medidos pela Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílio (PNAD), que registrou um recuo maior que o esperado, sinalizando um ponto positivo na recuperação da maior economia da América Latina, que vem sendo freada por uma inflação de dois dígitos e por juros mais altos.

O desemprego caiu para 12,6% nos três meses encerrados em setembro, ante 13,2% anteriormente. O número ficou um pouco abaixo da estimativa mediana de 12,7% dos analistas em uma pesquisa da Bloomberg. O mercado de trabalho está se recuperando lentamente das baixas recordes causadas pela pandemia. Grande parte dos aumentos das vagas ocorreu no setor informal e milhões de brasileiros ainda estão sem trabalho.

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Ainda hoje, o Ministério do Trabalho divulga dados do Caged, que ajudará a completar a análise quanto ao cenário do mercado de trabalho do país. Também estão no radar para esta terça a filiação do presidente Jair Bolsonaro ao PL e a tramitação da PEC dos precatórios no Senado, que deve ser votada na Comissão de Constituição e Justiça hoje.

(Atualiza às 11h36 com dados de contexto)

Kariny Leal

Kariny Leal

Jornalista carioca, formada pela UFRJ, especializada em cobertura econômica e em tempo real, com passagens pela Bloomberg News e Forbes Brasil. Kariny cobre o mercado financeiro e a economia brasileira para a Bloomberg Línea.

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