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Internacional

EUA: Demissões batem recorde e somam 4,4 milhões em setembro

Conforme pesquisa, um quarto dos trabalhadores americanos consideram trocar de emprego ou se aposentar nos próximos 12 a 18 meses, indicando mais rotatividade

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Bloomberg — Um número sem precedentes de americanos deixaram seus empregos em setembro, destacando como a rotatividade persistente está minando os esforços dos empregadores para preencher um nível quase recorde de vagas.

Um número recorde – 4,4 milhões de norte-americanos – pediram demissão de seus empregos em setembro, revelou a Pesquisa de Abertura de Vagas e Rotatividade do Departamento de Trabalho dos Estados Unidos, ou JOLTS, na sexta-feira (12). Enquanto isso, o número de vagas abertas caiu para 10,4 milhões.

Incentivados pelos ganhos salariais recordes e por outras condições atrativas oferecidas por empregadores desesperados por talentos, os americanos estão deixando seus empregos em massa. A condição dificultou ainda mais para os empregadores preencher as vagas e, ao mesmo tempo, aumentar a remuneração e a inflação.

A taxa de demissão voluntária, ou o número de demissões no mês em termos de percentual dos empregos totais, aumentou para 3% em setembro – índice recorde desde 2000.

As demissões aumentaram em vários setores, principalmente nas artes, entretenimento e lazer, bem como em outros serviços e na educação do governo estadual e municipal.

Veja mais: Emprego nos EUA acelera em outubro e taxa de desemprego recua, segundo Payroll

O total de contratações pouco mudou em setembro, chegando a 6,5 milhões, impulsionadas pela solidez dos setores de saúde e assistência social. A taxa de contratações permaneceu inalterada em 4,4%. As demissões e dispensas também quase não mudaram, girando em torno de 1,4 milhão.

O último relatório de empregos, Payroll – que mostrou que empregadores foram, de certa forma, bem-sucedidos no preenchimento de vagas com a diminuição dos casos de Covid – também destacou uma taxa de participação obstinadamente baixa, indicando que os desafios nas contratações não vão desaparecer tão cedo.

Uma recente pesquisa de dados sugere o mesmo: um quarto dos trabalhadores norte-americanos estão considerando trocar de emprego ou se aposentar nos próximos 12 a 18 meses, indicando mais rotatividade no mercado de trabalho.

Ainda assim, existem alguns sinais incipientes de melhoria. Cerca de 49% dos proprietários de pequenas empresas afirmaram ter cargos vagos que não conseguiram preencher em outubro – percentual ainda historicamente alto, mas ligeiramente abaixo do recorde histórico de 51% no mês anterior, segundo dados da Federação Nacional de Negócios Independentes.

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A pesquisa também mostrou que uma parcela recorde de proprietários não apenas aumentou a remuneração, mas planejam fazê-lo novamente nos próximos meses.

Para cada norte-americano desempregado em setembro, havia 1,4 vaga. Embora a diferença persista, os trabalhadores continuam otimistas sobre renda futura e perspectivas de emprego. Na pesquisa de outubro da Conference Board, a parcela de pessoas que disseram que os empregos eram “abundantes” ficou próxima de uma alta recorde.

Os números do JOLTS acompanham os dados mensais de emprego do governo. O relatório de emprego de outubro, divulgado na semana passada, mostrou que o Payroll avançou em 531 mil empregos em relação ao mês anterior, após revisão para cima em agosto e setembro. O avanço, que superou as previsões dos economistas, foi o maior desde julho.

--Com assistência de Chris Middleton.

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