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Tiger lidera aporte de US$ 15 mi em startup de gestão de restaurante Zak

A startup de gestão para restaurantes está seguindo os passos da norte-americana Toast, sistema completo que abriu o capital na NYSE no início deste ano

Tempo de leitura: 3 minutos

Miami — O negócio de restaurantes é conhecido por ser bastante complicado: os processos vão desde operações centradas no cliente, como pedidos de comida e pagamentos, até processos de back-end, como folha de pagamento e pedidos de alimentos a granel. Tradicionalmente, cada peça do quebra-cabeça exige sua própria solução, o que abriu uma grande oportunidade para os produtos do tipo SaaS (software as a service) que podem proporcionar uma oferta completa.

Nos Estados Unidos, vimos empresas como a Toast resolver esse problema e ter muito sucesso quando abriu seu capital no início deste ano e teve um valor de mercado inicial de mais de US$ 37 bilhões.

No Brasil, estamos vendo uma empresa chamada Zak seguir os passos da Toast. Hoje (10), a Zak está anunciando a conclusão de uma rodada de investimento série A de US$ 15 milhões, liderada pela Tiger Global e com participação da Valor Capital, Monashees e Base 10. A Tiger Global também é investidora da Toast e tinha participação pré-IPO de 12,8% na empresa, motivo pelo qual a Zak entrou no radar da investidora, afirmou a empresa.

A Zak, que “ajuda os restaurantes a administrarem suas próprias operações”, fornece aos clientes finais códigos QR, a opção de pagar no local ou fazer pedidos on-line – opção que ficou extremamente popular durante a pandemia. Ela também oferece um sistema de POS (ponto de venda) para fazer vendas on-line e off-line e processar pagamentos, entre outros serviços.

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Somos uma mistura de SaaS e fintech”, disse David Grandes, cofundador e coCEO da Zak.

Pagamentos

Recentemente, a empresa tornou-se uma intermediadora de pagamentos, o que lhe permite processar transações em nome de restaurantes. Isso permitiu a transição de um modelo de negócios apenas SaaS para uma empresa de serviços financeiros, aproveitando o melhor das características de retenção de SaaS com a alta monetização por cliente das fintechs. Ela processa todos os pagamentos que acontecem no restaurante, tanto off-line quanto on-line.

A Zak busca ajudar restaurantes a reduzirem seus custos fixos. Com isso em mente, não há taxa de assinatura mensal; a empresa só ganha dinheiro por cada transação, portanto, só há vantagens em ajudar donos de restaurantes a expandirem seus negócios.

Queremos empoderar os restaurantes a focar no que sabem melhor – preparar comidas incríveis e encantar os clientes – e deixar o resto por nossa conta”, disse Andres Andrade, também cofundador e coCEO da Zak.

“Integrar sistemas por meio da tecnologia é o futuro de muitos setores. Além de oferecer um produto de primeira qualidade desenvolvido para empoderar restaurantes, a Zak possui uma equipe especial. A empresa tem uma visão única da indústria de restaurantes no Brasil e provou poder oferecer soluções inovadoras para os principais desafios do setor”, disse John Curtius, sócio da Tiger Global.

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Histórico

Andrade, Grandes e Marina Lima (os três cofundadores) trabalharam juntos em outro empreendimento do setor alimentício, onde aprenderam sobre o negócio de restaurantes. “Tivemos que desenvolver muitas de nossas próprias tecnologias para operar o negócio”, disse Andrade. Na verdade, Andrade já conhecia o negócio desde jovem, quando trabalhou em um restaurante nos EUA.

Andrade e seus cofundadores tinham uma empresa de “cozinha como serviço” chamada Mimic, que ajudou no crescimento de marcas de alimentação permitindo a terceirização da produção para as cozinhas da Mimic. Por meio desse processo, aprenderam que o que realmente faltava no ecossistema era a ferramenta completa e inovadora para operações que ajudaria a administrar e gerenciar o negócio de restaurantes.

A Mimic mudou e repaginou a marca para Zak em 2021, e até agora a empresa levantou cerca de US$ 28 milhões. A empresa tem 170 funcionários espalhados pelo Brasil e está presente em cerca de 400 restaurantes em São Paulo, o que lhes confere um GMV (valor bruto de mercadoria) mensal de US$ 18,2 milhões.

A empresa afirmou ter processado mais de 800 mil pedidos em todos os canais.

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Marcella McCarthy

Marcella McCarthy (Brasil)

Jornalista americana/brasileira especializada em tech e startups com mestrado em jornalismo pela Medill School na Northwestern University. Cobriu America Latina, Healthtech e Miami para o TechCrunch e foi fundadora e CEO de um startup Americano na área de EdTech. Baseada em Miami.