promo
Mercados

Petrobras questiona governo sobre plano de venda de ações

A proposta é que a União comece a se desfazer das ações da Petrobras, de forma a perder o controle estatal, segundo a CNN

Tempo de leitura: 1 minuto

Bloomberg Línea — A Petrobras informou que indagou o governo sobre a existência de estudos para a venda de ações da companhia, segundo comunicado.

O presidente Jair Bolsonaro já estaria discutindo com o Congresso um projeto de lei para viabilizar a privatização da estatal, segundo a CNN. A proposta é que a União comece a se desfazer das ações da Petrobras, de forma a perder o controle estatal. A companhia se tornaria assim uma corporation, mas o governo manteria uma golden share para nomear o presidente.

A informação teve forte impacto no preço das ações da Petrobras. No fim da sessão, PETR4 fechou em alta de 6,84%, a R$ 29,04. No ano, o papel acumula ganhos de 12,22%. PETR3 fechou em alta de 6,13%, a R$ 29,61, e acumula avanço de 12,28% em 2021.

A ideia é que o governo comece a vender ações da Petrobras pelos papéis que hoje são detidos pelo BNDES e pelo BNDESPar. A finalidade seria de transformar a Petrobras em uma empresa sem controlador definido, assim como o pretendido com a Eletrobras, com a diferença de que somente a União manteria mais de 10% das ações no caso da petroleira.

Mais tarde, em cerimônia no Palácio do Planalto, o ministro da Economia, Paulo Guedes, lembrou que apenas a menção de que a Petrobras poderia ser privatizada teve como efeito aumentar em quase R$ 100 bilhões o valor de mercado da empresa.

Para Guedes, o investimento na Petrobras perderá valor no futuro, conforme o mundo migra para outras fontes energéticas mais limpas. “A Petrobras vai valer zero daqui a 30 anos”, disse Guedes.

Leia também

Bolsonaro promete não interferir na Petrobras e admite alta nos preços

Toni Sciarretta

Toni Sciarretta

News director da Bloomberg Línea no Brasil. Jornalista com mais de 20 anos de experiência na cobertura diária de finanças, mercados e empresas abertas. Trabalhou no Valor Econômico e na Folha de S.Paulo. Foi bolsista do programa de jornalismo da Universidade de Michigan.