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Saúde

Bancos globais pedem alívio das restrições de Covid em Hong Kong

Alerta coincide com a reabertura de outros centros financeiros como Singapura, Londres e Nova York, que têm flexibilizado regras para viagens enquanto procuram conviver com o coronavírus

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Bloomberg — O setor financeiro aumenta a pressão sobre Hong Kong para aliviar as rigorosas regras de quarentena e abandonar a política de Covid zero, depois que uma pesquisa revelou que quase metade dos maiores bancos internacionais e gestores de ativos avalia transferir funcionários ou funções para fora da cidade.

Em carta enviada no fim de semana ao secretário financeiro de Hong Kong, Paul Chan, e vista pela Bloomberg News, a Asia Securities Industry & Financial Markets Association (ASIFMA), principal grupo de lobby do setor de finanças na cidade, disse que a abordagem linha-dura coloca em risco o status de Hong Kong como centro financeiro, sua recuperação econômica e competitividade.

O alerta da associação coincide com a reabertura de outros centros financeiros como Singapura, Londres e Nova York, que têm flexibilizado regras para viagens enquanto procuram conviver com o coronavírus. As políticas de quarentena de Hong Kong estão entre as mais rígidas do mundo. Viajantes que chegam à cidade precisam fazer quarentena por até três semanas, uma estratégia que tem conseguido manter os casos de Covid próximos a zero.

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“O resto do mundo está avançando, e Hong Kong não está articulando um plano que dê aos indivíduos a certeza de que precisam”, disse Mark Austen, diretor-presidente da ASIFMA. “Algumas empresas estão transferindo as operações, não são muitas no momento. Quanto mais isso durar, mais difícil será para as empresas manterem essas posições em Hong Kong.”

Nas respostas de 30 de seus membros, a ASIFMA relevou que cerca de 90% disseram que operar em Hong Kong sofreu um impacto “moderado” ou “significativo”. Quase 75% das empresas, em sua maioria internacionais, enfrentam dificuldades para atrair e reter talentos, e um terço lidam com desafios “significativos”.

O governo de Hong Kong não pôde comentar de imediato.

Embora reconhecendo os desafios enfrentados pelas empresas, autoridades de Hong Kong dizem que a maior prioridade é abrir as viagens para a China continental. A chefe do Executivo da cidade, Carrie Lam, disse em entrevista à Bloomberg News no início do mês que uma única morte seria uma “grande preocupação” e que a abertura para a China também beneficiaria empresas na cidade, já que a maioria depende de Hong Kong para acessar o continente.

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