PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
Brasil

Guedes: Governo estuda pedir ‘waiver’ de R$ 30 bi para bancar benefício

Ministro afirmou que o governo decidiu desenhar o programa social para atenuar os efeitos da inflação para a população de baixa renda

Waiver de R$ 30 bilhões para gastar mais
20 de Outubro, 2021 | 08:37 pm
Tempo de leitura: 2 minutos

São Paulo — O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse hoje que o governo estuda pedir um “waiver” de R$ 30 bilhões, por um período temporário, para bancar o novo Auxílio Brasil de R$ 400. O ministro participou de evento virtual da Abrainc (Associação Brasileira das Incorporadoras).

Segundo o ministro, o objetivo é manter o “compromisso com os mais frágeis”, mas dentro da estrutura fiscal vigente. Guedes afirmou que o governo decidiu desenhar o programa para atenuar os efeitos da inflação para a população de baixa renda.

O ministro afirmou ainda que a formatação final do benefício ainda está em estudo. Uma parte do programa será temporário e outra, permanente. Ele disse ainda que não há fonte de recursos para o programa se tornar permanente sem a aprovação da reforma do Imposto de Renda.

“Queremos ser um governo reformista e popular. Não populista”, disse. “Continuaremos a lutar pelas reformas”, disse.

PUBLICIDADE

Guedes disse ainda que o governo chegou a estudar a antecipação da revisão do teto de gastos prevista para 2026 para comportar o aumento do benefício, que substitui o Bolsa Família. No evento, o ministro falou que desistiu de viajar para São Paulo devido aos últimos acontecimentos.

Crédito extraordinário ou revisão do teto

Em outro evento, promovido pela revista Exame, o ministro disse que a ala política vai decidir a forma de encaixar o programa social de R$ 400 no orçamento. Ele disse que “haverá crédito extraordinário ou revisão do teto”.

Para o ministro, cabe ao relator da PEC dos Precatórios, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), viabilizar valor de R$ 400 para o benefício. “Se não conseguimos fazer um programa permanente, vamos para um transitório”, disse.

Mais cedo, o ministro da Cidadania, João Roma, disse que o governo “trabalha” para aprovar um pagamento mínimo de R$ 400 para o Auxílio Brasil, sem explicar qual seria a fonte de custeio do benefício social. “Vamos viabilizar o pagamento dentro das regras fiscais”, disse o ministro em breve declaração.

PUBLICIDADE

O novo benefício começará a ser pago em novembro com um reajuste de 20% sobre valor pago hoje pelo Bolsa Família, segundo Roma. O ministro afirmou que está buscando interlocução com o Congresso para viabilizar o pagamento. “Não estamos aventando que o pagamento deste benefício se dê através de créditos extraordinários”, afirmou.

O governo buscar estruturar um benefício transitório que funcionaria até dezembro de 2022. A ajuda depende de uma alteração do relatório do deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) sobre a PEC dos Precatórios.

Pela manhã, o presidente Jair Bolsonaro confirmou, durante evento no Ceará, que o novo Auxílio Brasil será de R$ 400, mas afirmou que isso não vai furar o teto de gastos. O presidente afirmou que o governo tem compromisso com programa social e que não vai fazer loucuras com o orçamento, mas não explicou a fonte de recursos para financiar o aumento do benefício.

(atualizado às 20h20 com evento da revista Exame)

Leia também

Fundação Gates quer acelerar acesso à pílula contra Covid da Merck

PUBLICIDADE

Na Colômbia, café tem gosto brasileiro

Regras da UE para internet devem ser adiadas mais uma vez, para 2022

Toni Sciarretta

Toni Sciarretta

News director da Bloomberg Línea no Brasil. Jornalista com mais de 20 anos de experiência na cobertura diária de finanças, mercados e empresas abertas. Trabalhou no Valor Econômico e na Folha de S.Paulo. Foi bolsista do programa de jornalismo da Universidade de Michigan.