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Mercados internacionais operam no positivo, mas inflação continua na mira

Bolsas europeias e futuros de índices em NY trabalham em alta; investimentos tradicionalmente defensivos contra a inflação, como o ouro, também sobem

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Barcelona, Espanha — Tanto as bolsas europeias e como os futuros de índice nos Estados Unidos operam em alta na manhã de hoje. As preocupações quanto à alta dos preços estão longe de se dissipar, mas os investidores já preveem uma ação mais enérgica por parte dos bancos centrais para controlar a inflação.

Os preços recordes do gás estão aumentando o consumo de outros combustíveis e poderiam acrescentar cerca de 500.000 barris por dia de uso de petróleo durante os próximos seis meses, disse a AIE. Entretanto, o ministro da Energia da Arábia Saudita reiterou a necessidade de os produtores adotarem uma abordagem gradual e por fases para aumentar o abastecimento.

Ler mais: Petróleo sobe com escassez mundial de energia

O rali nos preços das matérias-primas energéticas acendem o alerta sobre a alta dos preços. Ontem, todos os olhos estavam voltados aos preços ao consumidor nos EUA, que subiram 0,4% em setembro, contra uma projeção de 0,3% dos analistas. Trata-se da quinta vez nos últimos sete meses que o indicador supera a estimativa média da Bloomberg. Contudo, o núcleo da inflação ficou em linha com as estimativas, alcançando 0,2% no mês, o que deu certo alento ao mercado.

  • A maior pressão veio dos alimentos (+0,93%), no maior aumento mensal desde abril de 2020. Mas chamaram a atenção os preços relacionados à moradia, apontados como potencialmente capazes de exercer uma pressão mais duradoura sobre a inflação. Depois de estudar os dados de inflação dos EUA e também as atas do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), alguns analistas cogitaram a possibilidade de que haja quatro aumentos das taxas de juros norte-americanas até o final de 2023
  • Os investidores começam a olhar opções mais defensivas contra a inflação, como o ouro, que ontem registrou seu maior rendimento desde março.
Leia mais sobre os mercados no Breakfast: Mercados tentam antecipar políticas para calibrar preços x expansão econômica

Na agenda do mercado:

  • No Brasil: Dados de crescimento do setor de serviços de agosto (9h00)
  • Pedidos iniciais de seguro desemprego nos EUA e IPP (9h30), previstos para hoje
  • Discursos de dirigentes do Federal Reserve 11h00 e 14h00
  • Índices de preços ao consumidor e ao produtor da China hoje
  • Bank of America Corp., Morgan Stanley e Citigroup Inc. informam seus resultados financeiros hoje
  • Os EUA divulgam suas vendas ao varejo, estoques comerciais dos EUA e sentimento do consumidor da Universidade de Michigan (sexta-feira)
  • Goldman Sachs Group Inc. informa os ganhos na sexta-feira

As bolsas na Europa se comportavam assim na manhã de hoje:

  • o Stoxx 600 Europe Index subia 0,90%, aos 464 pontos às 12h45 CEST (7h55 no horário de Brasília)
  • o alemão DAX ganhava 0,84%, para 15.376 pontos
  • em Paris, o CAC 40 ascendia 0,83%, para 6.652 pontos
  • o londrino FTSE 100 ganhava 0,71%, aos 7.192 pontos
  • o IBEX 35 subia 0,90%, aos 8.960 pontos

Futuros de ações nos EUA

  • o S&P 500 futuro operava com 0,66% de alta às 12h45 CEST (7h55 no horário de Brasília) para os 4.383 pontos
  • os contratos indexados ao índice Dow Jones também subiam, +0,59%, aos 34.460 pontos
  • os contratos futuros indexados ao índice Nasdaq avançavam 0,79%, para 14.881 pontos

Confira o comportamento de outros mercados na manhã de hoje:

Petróleo

  • em Nova York, os contratos futuros de petróleo subiam com força, +1,09%, às 12h45 CEST (7h45 no horário de Brasília), para US$ 81,32 por barril.

Moedas

  • o euro era negociado com alta de 0,11% a US$ 1,1609
  • o iene subia 0,14%, para US$ 113,41
  • a libra esterlina tinha 0,43% de alta, cotada a US$ 1,3718

Ouro

  • o ouro futuro subia 0,30%, para US$ 1.800 a onça troy

Cripto

  • o bitcoin valorizava-se 1,21%, para US$ 57,675 mil.

-- Com informações da Bloomberg News

Michelly Teixeira

Michelly Teixeira

Jornalista com mais de 20 anos como editora e repórter. Em seus 11 anos de Espanha, trabalhou na Radio Nacional de España (RNE) e colaborou com a agência de REDD Intelligence. Passou por importantes veículos do Brasil (Valor, Agência Estado e Gazeta Mercantil). Tem um MBA em Finanças e é posgraduada em Marketing pela ESIC Business School.