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COP26: Biden vai à cúpula do clima enfraquecido por batalha interna

Credibilidade americana sobre o clima é vista com ceticismo, com persistente desconfiança desde a retirada do país do Protocolo de Kyoto em 2001, um dos primeiros acordos climáticos apoiados pelas Nações Unidas

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Bloomberg — Joe Biden apoiou a ação climática como nenhum outro presidente dos Estados Unidos, com promessas de cortar rapidamente o carbono das redes de energia e migrar para carros elétricos. Isso colocaria - potencialmente - o país responsável por mais de 25% dos gases de efeito estufa à beira de uma drástica descarbonização.

Em casa, outras iniciativas ainda não parecem muito mais verdes. As regulamentações federais para reduzir as emissões de automóveis, poços de petróleo e usinas de energia caminham lentamente. E parlamentares ainda estão deliberando sobre a chamada legislação de reconciliação orçamentária que destinaria centenas de bilhões de dólares para estimular a energia renovável, impulsionar o transporte limpo e livrar os serviços públicos dos combustíveis fósseis.

“O jogo realmente depende desse projeto de reconciliação”, diz John Podesta, que atuou como conselheiro sênior do ex-presidente Barack Obama. “Se ele vier de mãos vazias”, acrescenta, “vai com uma mão muito fraca para Glasgow”.

É um cenário nada invejável para Biden. O presidente americano já luta para superar um déficit de confiança criado pelo ex-presidente Donald Trump, que se retirou do Acordo de Paris e desmantelou políticas que poderiam ter proporcionado cortes de emissões prometidos. E a credibilidade dos EUA sobre o clima há muito é vista com ceticismo, com persistente desconfiança desde a retirada do país do Protocolo de Kyoto em 2001, um dos primeiros acordos climáticos apoiados pelas Nações Unidas.

“Não podemos ser a-históricos aqui. Os EUA têm muito que fazer”, diz Rachel Cleetus, diretora de política climática e energia da Union of Concerned Scientists. “Não é suficiente apenas fazer o seu melhor e aparecer. Realmente temos que mostrar que nosso melhor é confiável e então cumprir as promessas que fazemos.”

Biden e seu enviado presidencial especial para o clima, John Kerry, passaram meses apoiando as promessas dos EUA e buscando acordos diplomáticos para levar à COP26. O compromisso inicial de Biden em abril de gastar cerca de US$ 5,7 bilhões anualmente em financiamento climático foi considerado uma demonstração insignificante da maior economia do mundo (e segundo maior emissor de gases de efeito estufa). Então, durante a Assembleia Geral da ONU em setembro, prometeu o dobro dessa quantia anualmente até 2024.

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