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China não permitirá crise sistêmica, diz CEO do StanChart

Para Bill Winters, as medidas de Pequim enviaram uma mensagem: “Queremos nossos jovens empregados e engajados”

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Bloomberg — Para o CEO do Standard Chartered, o governo chinês não permitirá que a turbulência provocada pela incorporadora China Evergrande se transforme em crise sistêmica.

“Essa ideia de que seria uma espécie de momento Lehman para a China: não acho que a China seja francamente tão ‘tola’”, disse.

A China, um país-chave para o banco, ainda pode crescer cerca de 5%, disse Winters, acrescentando que a recente repressão às empresas de tecnologia terá pouco impacto no setor bancário. “Não se trata de ataques aleatórios a setores aleatórios”, destacou. Para ele, as medidas da China enviaram uma mensagem: “Queremos nossos jovens empregados e engajados”, disse.

A economia global, entretanto, enfrenta uma recuperação irregular do impacto da pandemia de Covid-19, disse Winters.

“Não estou desesperadamente preocupado com a economia, mas acho que será um pouco mais difícil”, afirmou. A retirada das medidas de apoio da pandemia deve diminuir o ritmo, disse.

“Acho que as pressões inflacionárias são transitórias, mas também vejo pressões salariais estruturais que estão se acumulando por causa de uma economia razoavelmente forte e outros deslocamentos que não serão facilmente resolvidos”, disse.

Winters está otimista sobre a direção de longo prazo dos mercados, que são “extremamente sensíveis às taxas de juros no momento”, mas ainda sustentados por um forte crescimento com base nos fundamentos.

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