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Nestlé explora novas fronteiras com camarão e ovos veganos

As versões dos produtos podem ser usadas na culinária e em refeições como os produtos originais

Ambição da Nestlé é ter uma proteína vegetal para “substituir todas as proteínas animais que existem”
Por Corinne Gretler e Thomas Buckley
10 de Outubro, 2021 | 07:32 am
Tempo de leitura: 2 minutos

Bloomberg — A Nestlé está introduzindo alternativas à base de plantas para ovos e camarão, enquanto a maior empresa de alimentos do mundo tenta vencer seus rivais, expandindo ainda mais em substitutos de proteínas.

As versões veganas de ovo e camarão podem ser usadas na culinária e refeições exatamente como os produtos originais, foi o que disse a gigante suíça dos alimentos na quarta-feira (6). Eles serão introduzidos em um número limitado de lojas em alguns mercados europeus sob a marca Garden Gourmet.

O substituto do ovo, que será comercializado na forma líquida, contém proteína de soja e ácidos graxos ômega-3, enquanto o falso camarão é feito de algas marinhas, ervilhas e uma planta chamada konjac, encontrada na Ásia.

A Nestlé, fabricante do café Nespresso e da pizza DiGiorno, vem dobrando seus esforços para expandir sua oferta baseada em vegetais, depois de ficar atrás dos rivais em aderir à tendência vegana. Embora tenham sido empresas emergentes, como a Beyond Meat, as responsáveis por popularizar os substitutos da carne, a Nestlé conta com sua vasta rede de distribuição para levar seus produtos aos consumidores, em supermercados do mundo todo.

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O CEO, Mark Schneider, informou que a ambição da Nestlé é ter uma proteína vegetal para “substituir todas as proteínas animais que existem”.

“Estamos trabalhando em algo que será uma importante tendência nos próximos anos”, em vez de uma moda passageira que dura um trimestre ou um ano, disse Schneider, em um evento em Londres.

A fabricante do chocolate KitKat também está buscando diversificar seu portfólio, já que enfrenta críticas sobre produtos não saudáveis. A grande indústria de alimentos, liderada por multinacionais como Nestlé e PepsiCo, tem sofrido pressão crescente de consumidores e governos, nos últimos anos, para fazer produtos mais saudáveis em meio ao aumento das taxas de obesidade e diabetes. A obesidade global quase triplicou desde 1975, de acordo com a Organização Mundial da Saúde.

A Nestlé já descartou sua unidade de doces e confeitos nos Estados Unidos, e seu negócio de sorvetes no país está nas mãos de uma joint venture. Ela também vendeu seus negócios de leite de amendoim e mingau de arroz, da marca Yinlu, na China, e 60% da marca europeia de processamento de carne, Herta.

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As vendas totais da empresa em produtos alimentícios à base de plantas totalizaram cerca de 700 milhões de francos (US$ 753 milhões) no ano passado, enquanto os substitutos do leite geraram cerca de 100 milhões de francos. O portfólio atual inclui alternativas para carnes, frutos do mar e laticínios, incluindo sorvetes e confeitaria vegana.

No início deste ano, a Nestlé entrou no ramo de produtos alternativos ao leite de vaca, com sua marca Wunda, um desafio para Oatly, da AB, e a Alpro, da Danone. A Nestlé também está começando a sentir o ambiente para novas tecnologias, como carne de laboratório, com a startup israelense Future Meat Technologies.

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