PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
Mercados

Investidores avaliam avanço da inflação dos EUA: Eco Week

País divulga inflação ao consumidor e ao produtor; no Brasil, o PIB de agosto deve sinalizar o andamento da recuperação da economia

Tempo de leitura: 3 minutos

Bloomberg — A inflação ao consumidor dos EUA e os preços pagos aos produtores devem ter avançado em um ritmo saudável em setembro, sugerindo que as pressões de custo continuam a atravessar por toda a cadeia.

O índice de preços ao consumidor, amplamente seguido pelo mercado, deve ter avançado cerca de 0,3% em agosto, na comparação mensal, e 5,3% no ano, de acordo com a mediana dos economistas consultados pela Bloomberg. Já o indicador de preços ao produtor deve ter subido 8,7% na base anual.

PUBLICIDADE

Os números da inflação serão seguidos no final da semana pelo relatório de vendas no varejo nos Estados Unidos, que ajudará os economistas a darem os retoques finais em suas previsões para os gastos do consumidor no terceiro trimestre.

Veja mais: Mercado de trabalho dos EUA decepciona, mas desemprego cai para 4,8% em setembro

As compras dos varejistas provavelmente caíram, já que as concessionárias de automóveis com estoque limitado lutaram para atrair compradores. Excluindo os veículos, as vendas no varejo devem aumentar.

PUBLICIDADE

Enquanto isso, o Federal Reserve deve divulgar na quarta-feira (13) a ata da reunião de política monetária de setembro, durante a qual as autoridades disseram que, até o final do ano, começarão a reduzir as compras de ativos que têm como objetivo estimular a economia. Vários presidentes dos bancos regionais do Fed também devem falar na próxima semana.

Ásia

O Banco da Coreia do Sul se reúne na terça-feira (12) e a maioria dos analistas espera que evite aumentar as taxas novamente até novembro. Os investidores estarão de olho em quaisquer votos divergentes do conselho e a comentários do governador Lee Ju-yeol em busca de pistas sobre os planos de aperto do banco.

Os números do desemprego na Coreia do Sul saem na quarta-feira. Um relatório sobre pedidos de máquinas enviados no mesmo dia pelo Japão dará uma ideia do apetite por gastos de capital na terceira maior economia do mundo.

PUBLICIDADE

A China divulga dados comerciais para setembro na quarta-feira e dados de inflação de fábrica e ao consumidor na quinta-feira. No mesmo dia, a Austrália divulga dados de empregos para setembro, um mês em que grande parte da costa leste estava bloqueada para conter a disseminação do coronavírus.

A Autoridade Monetária de Singapura anuncia sua decisão de política na quinta-feira, com o produto interno bruto preliminar do terceiro trimestre divulgado no mesmo dia.

América Latina

O México divulga na terça-feira (12) os números da produção industrial de agosto, que devem ressaltar a natureza irregular e intermitente da recuperação do país e ficar aquém do ritmo de julho.

PUBLICIDADE

Veja mais: A turbulência que se acumula para a economia mundial na reta final de 2021

A economia do Chile está muito quente - e a inflação está acima da meta de 3% e subindo - então os analistas esperam um aumento na taxa de juros de 75 pontos-base na quarta-feira, que colocaria a taxa básica em 2,25%. O banco central prevê uma inflação de fim de ano de 5,7%, à medida que a produção se expande até 11,5% em 2021.

Já na quinta-feira, o Banxico publica a ata de sua reunião de 30 de setembro, na qual divulgou um terceiro aumento consecutivo da taxa básica para 4,75%. Desde a decisão, os preços ao consumidor subiram para 6%, 300 pontos-base acima da meta.

PUBLICIDADE

Já no Brasil, as leituras da produção industrial e das vendas no varejo fracas para agosto sugerem que os dados do PIB para o mesmo mês, a serem publicados na sexta-feira (15), podem voltar aos níveis do início de 2021.

Leia também

Quem é o brasileiro mais perto de entrar no clube dos US$100 bi

PUBLICIDADE