Saúde

Venda de pílulas contra Covid pode gerar US$ 2 bi, diz Shionogi

Farmacêutica espera ter dados dos ensaios em estágio final para sua pílula até dezembro e vai avançar rapidamente com o pedido de aprovação regulatória no Japão

Empresa começará a fabricar o medicamento neste mês, disse, e espera ser capaz de produzir um milhão de doses no início do próximo ano
Por Lisa Du e Kanoko Matsuyama
10 de Outubro, 2021 | 07:27 am
Tempo de leitura: 1 minuto

Bloomberg — A farmacêutica japonesa Shionogi disse que sua pílula contra a Covid-19 em desenvolvimento tem potencial de US$ 2 bilhões em vendas usada em combinação com um produto semelhante da Merck, à medida que o foco da pandemia muda para a necessidade de medicamentos fáceis de ingerir e capazes de combater casos leves.

A Shionogi espera ter dados dos ensaios em estágio final para sua pílula até dezembro e vai avançar rapidamente com o pedido de aprovação regulatória no Japão, disse o CEO Isao Teshirogi em entrevista à Bloomberg. A empresa começará a fabricar o medicamento neste mês, disse, e espera ser capaz de produzir um milhão de doses no início do próximo ano. A farmacêutica estima produção de seis a sete milhões de doses em seu próximo ano fiscal, que termina em março de 2023.

“Se o preço da Merck - cerca de US$ 700 por tratamento - puder ser usado para os EUA, Europa e Japão, acho que pelo menos US$ 1 bilhão a US$ 2 bilhões em vendas serão antecipadas nos primeiros anos”, disse Teshirogi sobre a pílula da Shionogi.

A pílula da Shionogi é um inibidor de protease e tem como alvo uma área diferente do processo de replicação do vírus da pílula da Merck. Como tal, é provável que possam ser usadas juntas, uma possibilidade que as empresas estão discutindo, disse Teshirogi. Ambos os compostos precisam ser aprovados pelos reguladores antes de serem testados juntos, disse.

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A competição para abocanhar um pedaço do mercado de pílulas contra a Covid é acirrada, diante da perspectiva de que o coronavírus se torne endêmico. Os dados de estágio final divulgados para a molnupiravir da Merck em 1º de outubro mostraram que a pílula reduziu o risco de hospitalização ou mortes em cerca de 50%.

Gigantes farmacêuticas, incluindo Pfizer e Roche, também têm candidatas em desenvolvimento, já que analistas estimam que pílulas eficazes podem atingir até US$ 10 bilhões em vendas anuais.

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