Internacional

Comércio mundial se recupera em ritmo mais rápido do que o esperado, diz OMC

Aumento deste ano no comércio de mercadorias representaria o maior salto ano a ano desde 2010

Projeções otimistas da OMC também podem ser prejudicadas por “atrasos maiores nos portos, taxas de embarque mais altas e escassez prolongada de semicondutores.
Por Bryce Baschuk
04 de Outubro, 2021 | 04:39 pm
Tempo de leitura: 2 minutos

Bloomberg — A Organização Mundial do Comércio elevou sua projeção de crescimento do comércio global em 2021 e 2022 para 10,8% e 4,7%, respectivamente, citando o restabelecimento da atividade econômica no primeiro semestre do ano.

O aumento deste ano no comércio de mercadorias representaria o maior salto ano a ano desde 2010. Em março, a OMC projetou que o comércio aumentaria 8% em 2021 e 4% em 2022.

“O comércio tem sido uma ferramenta essencial no combate à pandemia, e este forte crescimento ressalta a importância do comércio para sustentar a recuperação econômica global”, disse o diretor-geral da OMC, Ngozi Okonjo-Iweala, em relatório divulgado na segunda-feira (4).

O relatório alertou, no entanto, que o acesso desigual às vacinas pode exacerbar a divergência econômica.

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Quanto mais tempo a desigualdade da vacina persistir, maior será a chance de surgirem variantes ainda mais perigosas da Covid-19, prejudicando a saúde e o progresso econômico que tivemos até agora”, disse Okonjo-Iweala.

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Risco Covid

A OMC informou que a pandemia continua a representar o maior risco para a recuperação do comércio e da produção globais.

Até o momento, mais de 4,7 milhões de pessoas em todo o mundo morreram de Covid-19 e o número de infecções globais ultrapassou 233 milhões, de acordo com a Organização Mundial de Saúde.

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A OMC também alertou sobre os riscos de um pico inflacionário, que poderia persuadir os bancos centrais a reduzir sua política monetária expansiva muito em breve. “Isso poderia criar repercussões negativas, o que acabaria afetando os fluxos comerciais”, de acordo com o relatório.

O relatório acrescentou que o recente aumento da inflação é “provavelmente temporário, impulsionado por choques do lado da oferta, que afetam certos setores em economias específicas, paralelamente à recuperação inesperadamente robusta do lado da demanda”.

As projeções otimistas da OMC também podem ser prejudicadas por “atrasos maiores nos portos, taxas de embarque mais altas e escassez prolongada de semicondutores, com interrupções do lado da oferta sendo exacerbadas pela recuperação rápida e inesperadamente forte da demanda em economias avançadas e em muitas economias emergentes.”

O produto interno bruto caiu 3,8% em 2020 e pode expandir 5,3% este ano e 4,1% em 2022, relatou a OMC. O crescimento do PIB foi “estimulado por um forte apoio à política monetária e fiscal e pela retomada da atividade econômica em países que conseguiram implantar as vacinas contra a Covid-19 em escala”, segundo o relatório.

Veja mais em Bloomberg.com

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