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Mercados

Mercados têm dia positivo com expectativa por medicação para Covid

Ibovespa subiu, em linha com as principais bolsas de NY, e dólar teve queda. Bitcoin será acompanhado de perto nos próximos dias

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São Paulo — O índice Ibovespa iniciou o mês de outubro com o pé direito, registrando alta consciente. A notícia de que um medicamento para o tratamento da Covid-19 teve bons resultados nos testes animou os mercados externos, principalmente nos Estados Unidos, respingando por aqui. O dólar foi no embalo e registrou queda. Na cena local, a questão fiscal segue no radar dos investidores.

  • A bolsa disparou, ficando próxima dos 113.000 pontos, em um movimento similar ao ocorrido nas bolsas de Nova York. Conforme os players iam digerindo o noticiário, os papéis de turismo e de empresas aéreas subiram, tendo chegado a figurar entre as principais altas percentuais.
  • O dólar caiu também com o exterior favorável, ficando abaixo dos R$ 5,40, revertendo os ganhos da semana, assim como as taxas do DI, que tiveram quedas importantes na parte longa e curta.

Em evento organizado pelo Morgan Stanley nesta sexta-feira, o presidente do banco central, Roberto Campos Neto, disse que a inflação anual do Brasil provavelmente atingiu o pico em setembro e agora tende a desacelerar para a estimativa de 8,5% até o final de 2021. Diante da recente alta das commodities, principalmente do petróleo, Campos Neto disse que esses aumentos não têm sido lineares e que há grande probabilidade de que os preços se estabilizem.

Já o ministro da Economia, Paulo Guedes, não quer nem ouvir falar em prorrogar o auxílio emergencial. Segundo apuração da Bloomberg News, a avaliação de sua equipe é que, se o benefício for estendido, o Auxílio Brasil, será deixado de lado.

No exterior, a farmacêutica Merck anunciou que seu comprimido antiviral contra Covid-19 reduziu o risco de hospitalização ou morte em 50% em uma análise provisória de um ensaio em estágio final, descoberta que poderia dar aos médicos outra ferramenta potente de combate a vírus. A empresa irá interromper o estudo para buscar uma autorização de uso emergencial da Food and Drug Administration, reguladora de medicamento dos Estados Unidos, o mais rápido possível, disse o CEO da Merck, Rob Davis, em entrevista.

  • Câmbio: Perto das 17h30, o dólar operava em queda de 1,49% a R$ 5,36
  • Bolsa: O Ibovespa subiu 1,73%, a 112.899 pontos. Na semana, o principal índice da B3 acumulou queda de 0,34%
    • Lideraram as altas percentuais Banco Pan (BPAN4), Banco Inter (BIDI11 e BIDI4) e Cogna (COGN3). As ações da Suzano (SUZB3), GPA (PCAR3) e JBS (JBSS3) foram destaques negativos
  • Juros: O DI com vencimento para janeiro de 2023 caiu de 9,16% para 9,13%, enquanto a taxa para janeiro de 2027 foi de 10,63% para 10,54%
  • Exterior: Em Nova York, o Dow Jones fechou em alta de 1,43%, o S&P 500 1,15%, e o Nasdaq 0,82%
  • Bitcoin: Perto das 17h30, a criptomoeda operava em alta de 9,81%, a US$ 48.054

A alta do Bitcoin nesta sexta também chamou atenção dos investidores. Os traders ofereceram uma variedade de razões possíveis para os ganhos, observando que o mercado fracionado deixa os ativos digitais vulneráveis a oscilações de preços voláteis. Alguns apontaram para os comentários do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, na quinta-feira (30), de que o banco central “não tinha intenção” de proibir as criptomoedas, enquanto outros citaram os níveis de preços, como médias móveis, que são observadas de perto por analistas técnicos.

“Os mercados estão negociando de forma lateral há semanas, devido à falta de clareza regulatória e às declarações de autoridades dos EUA indicando que estavam tentando reduzir significativamente a atividade de criptos“, disse Leah Wald, presidente-executiva da gestora de criptoativos Valkyrie Investments à Bloomberg News. “Isso, combinado com a fraqueza no mercado de ações, e o mês de outubro sendo um período tipicamente de alta para os mercados de cripto, pode sinalizar uma mudança para a negociação de risco nas próximas semanas, à medida que os investidores procuram retornos em mercados não tradicionais. "

--Com informações de Bloomberg News

Igor Sodré

Igor Sodré

Jornalista com formação pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, com experiência na cobertura de cultura e economia, tendo como foco mercado financeiro e companhias. Passou pela Bloomberg News e TradersClub.