promo
Mercados

Dólar forte reduz apelo de arbitragem de juros entre emergentes

Ganhos no início deste ano evaporaram com a demanda de investidores pela segurança do dólar em meio à crise de dívida da incorporadora Evergrande

Tempo de leitura: 1 minuto

Bloomberg — A alta do dólar diminui a atratividade das operações de carry trade de mercados emergentes, que trouxeram a investidores a maior perda mensal em 18 meses.

Um índice que mede o retorno de financiar em dólar e investir os fundos em oito moedas de alto rendimento, como a lira turca, o real e a rupia indonésia, fechou em baixa de 3,3% em setembro, a maior queda desde março de 2020. O índice Bloomberg Cumulative FX Carry Trade agora acumula queda de 1,2% desde janeiro.

Veja mais: Powell diz que Fed não pretende banir criptomoedas nos EUA

Os ganhos no início deste ano evaporaram com a demanda de investidores pela segurança do dólar em meio à crise de dívida da incorporadora Evergrande e redução iminente das compras de ativos pelo Federal Reserve, o que voltou a elevar os rendimentos dos títulos dos Estados Unidos.

Lars Merklin, analista sênior do Danske Bank, em Copenhagen, diz que a estratégia de comprar moedas de alto rendimento de mercados emergentes financiadas com dólar já não compensa. “A força do dólar será altamente persistente.” Ele prefere uma moeda de financiamento alternativa, como o euro, que foi negociada abaixo de 1,16 por dólar esta semana pela primeira vez desde julho de 2020.

Moedas de mercados emergentes como o rublo russo, cujos rendimentos de curto prazo já subiram com o aperto monetário preventivo dos bancos centrais, devem mostrar melhor desempenho em relação a um dólar mais forte, disse Peter Kinsella, chefe global de estratégia de câmbio na Union Bancaire Privee, em Londres.

“O euro deve ser uma moeda de financiamento cíclica preferida, devido ao seu perfil de juros negativos e alto beta para o crescimento global, que está desacelerando”, disse Kinsella.

Veja mais em bloomberg.com

Leia mais

Banco do Sergipe deixa vazar dados de chaves do Pix, diz BC