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Saúde

Biomm fecha acordo para fornecer vacina chinesa Convidecia, de dose única

Empresa fará pedido de uso emergencial à Anvisa; imunizante pode ser armazenado em refrigerador comum

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Bloomberg Línea — A empresa brasileira de biotecnologia Biomm informou nesta sexta-feira (1) ter firmado um acordo com a chinesa CanSino Biologics para fornecer a vacina Convidecia no Brasil e que irá submeter um pedido de uso emergencial à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A vacina tem aplicação de dose única e armazenamento em refrigerador comum, segundo comunicado.

O acordo prevê ainda possibilidade de a Biomm produzir a Convidecia na planta biofarmacêutica em Nova Lima (MG), assim como o propósito de comercialização e produção de todo o portfólio de vacinas da CanSino Biologics. Uma vez que a validação esteja concluída, estará apta para inspeção e aprovação pela Anvisa, informa o comunicado.

A vacina Convidecia

Segundo o comunicado, a vacina da CanSino Biologics foi desenvolvida a partir do chamado “adenovírus tipo 5″, “um dos vírus mais brandos do sistema respiratório que causa sintomas semelhantes aos do resfriado comum e é o vetor viral mais utilizado em estudos clínicos em todo o mundo”.

Veja mais: ImmunityBio planeja segunda vacina contra Covid na África do Sul

É um vetor de adenovírus humano tipo 5 geneticamente modificado que carrega as informações necessárias para sintetizar as proteínas do coronavírus e, dessa forma, estimular o sistema imunológico a produzir anticorpos contra Covid-19.

Segundo a Biomm, citando a CanSino Biologics, o imunizante tem eficácia geral de 68,83% na prevenção de todos os casos após 14 dias da aplicação. Para casos graves de Covid-19, a eficácia da vacina é de 95,47% no mesmo período.

Os estudos clínicos foram conduzidos no Paquistão, Rússia, Chile, Argentina e México. Atualmente, a Convidecia foi reconhecida e recebeu aprovações em países como México, Paquistão, Hungria, Chile, Equador, Argentina, Malásia, Indonésia e Quirguistão.

A Biomm informou que “o preço da vacina será compatível com outras opções já existentes no mercado brasileiro”.

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