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Negócios

Embraer: China será o maior mercado de aviação comercial do mundo

Fabricante brasileira prevê maior demanda por jatos de até 150 assentos nos próximos 20 anos pela gigante asiática

Embraer vai exibir, em seu estande na feira chinesa de Zhuhai, a família de aeronaves E-Jets
28 de Setembro, 2021 | 09:26 am
Tempo de leitura: 2 minutos

São Paulo — A fabricante brasileira de jatos Embraer prevê que aeronaves regionais vão liderar a retomada no mercado da China na era pós-pandemia, tornando o gigante asiático o maior mercado de aviação civil do mundo, posição hoje ocupada pelos EUA. A companhia divulgou, nesta terça-feira (28), seu mais recente estudo de perspectivas para esse mercado no país asiático.

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O relatório cita que, até 2040, será necessário um total de quase 1,5 mil aeronaves, na categoria de até 150 assentos, na região. Entre essas entregas, 77% devem atender à expansão do mercado e 23% substituirão aeronaves, segundo a empresa.

O estudo será divulgado hoje, durante o Zhuhai Airshow, a 13ª Exposição Internacional de Aviação Aeroespacial da China.

“Durante a pandemia, aeronaves de pequeno e médio porte, assim como voos regionais, foram fundamentais na rápida recuperação da conectividade na China”, disse Guo Qing, diretor-executivo e vice-presidente de aviação comercial da Embraer China.

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Ele acrescentou que os E-Jets da companhia foram um dos primeiros modelos de aeronaves a restaurar frequências nas malhas aéreas das empresas.

“O mercado exige um perfil de frota mais equilibrado e uma estrutura de rotas para atender mais mercados secundários. Por isso, acreditamos que, nos próximos 20 anos, aeronaves com até 150 assentos irão liberar todo o seu potencial”.

Crescimento de 4,7%

Atualmente, há 91 E-Jets em operação na China, voando por 550 rotas, conectando 150 cidades domésticas e no exterior, segundo a Embraer. Essas aeronaves transportam cerca de 200 milhões de passageiros por ano, interligando rotas regionais e principais em todas as diferentes regiões do país asiático.

“A receita medida em número de passageiros por quilômetros (RPK) na aviação civil chinesa deverá crescer a uma taxa média de 4,7% ao longo da próxima década, sinalizando a liderança do país na recuperação da aviação. Acreditamos que futuramente o mercado chinês de aviação será o maior do mundo”, diz Arjan Meijer, presidente e CEO da Embraer Aviação Comercial.

Boeing

No último dia 15, a multinacional norte-americana Boeing também divulgou suas previsões para os próximos 20 anos. A companhia citou que a frota comercial global ultrapassará 49 mil aviões até 2040, com a China, Europa, América do Norte e os países da região Ásia-Pacífico cada um respondendo por cerca de 20% das entregas de novos aviões, e os 20% restantes indo para outros mercado emergentes.

“As companhias aéreas precisarão de mais de 7.500 novos aviões de grande porte até 2040 para sustentar a renovação da frota e o crescimento de longo prazo da demanda de passageiros e carga aérea em mercados de longa distância. Essas projeções aumentaram ligeiramente em comparação a 2020, mas permaneceram 8% abaixo em relação a 2019″, citou a companhia no BMO de 2021 (Boeing Market Outlook, Previsão de Mercado da Boeing), análise da Boeing sobre a dinâmica do mercado no longo prazo.

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A Boeing previu uma oportunidade de mercado de US $ 3,2 trilhões para seu mercado de serviços oferecidos, com serviços de aviação comercial, executiva e geral representando US$ 1,7 trilhão e serviços governamentais representando US$ 1,5 trilhão até 2030.

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Sérgio Ripardo

Sérgio Ripardo

Jornalista brasileiro com mais de 25 anos de experiência, com passagem por sites de alcance nacional como Folha e R7, cobrindo indicadores econômicos, mercado financeiro e companhias abertas.

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