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Mercados

Disparo nos preços do petróleo adiciona volatilidade aos mercados internacionais

Aumento do preço da commodity e previsão de safra ruim de grãos no Brasil reavivam temor de aumento dos preços ao redor do globo

Além da crise energética e inflação, foco também recai sobre dados macroeconômicos
28 de Setembro, 2021 | 06:39 am
Tempo de leitura: 2 minutos

Barcelona, Espanha — Várias frentes estão abertas para a avaliação dos mercados financeiros, o que promete uma sessão bastante volátil. A crise global de energia levou o petróleo tipo Brent a superar a barreira dos US$ 80 por barril, pressionando também os prêmios dos bônus soberanos. Nos primeiros negócios de hoje, o movimento era de queda tanto nas bolsas europeias como nos negócios com futuros em Wall Street.

A crise energética que sacode vários pontos do globo dá sua contribuição à volatilidade. A referência internacional de petróleo bruto encadeou uma sequência de ganhos para atingir o maior nível desde outubro de 2018, refletindo o esperado aumento de demanda no inverno no Hemisfério Norte e as especulações de que a indústria não está investindo o suficiente para manter o abastecimento. Os analistas temem os efeitos deste salto das cotações do petróleo sobre a inflação e como isso repercutiria na recuperação econômica global.

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  • Sobre os preços, um fator importante que vem do Brasil: as perspectivas de uma safra ruim reavivam o temor de um aumento no preço das matérias-primas. O país produz 75% do suco de laranja do mundo, 54% da soja, 50% do açúcar, 32% do café e 22% do milho.

Ler mais: Petróleo atinge US$ 80 e trading espera preços ainda mais altos

Outra notícia em repercussão diz respeito à redução gradual da compra de ativos pelo Federal Reserve (Fed), uma medida adotada para incentivar a economia em tempos pandêmicos. O presidente do Fed Jerome Powell disse ontem que os gargalos de abastecimento têm sido mais duradouros do que o previsto e as pressões inflacionárias devem permanecer altas nos próximos meses antes de caírem para a meta do banco central norte-americano. Ele observou também que os ganhos do mercado de trabalho diminuíram no mês passado, especialmente em setores sensíveis à pandemia. Mesmo assim, a compra moderada de títulos poderá ser justificada em breve, como afirmou o presidente do Fed de Nova York, John Williams.

Ler mais: Evans diz que Fed precisa gerar uma inflação mais forte

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Na agenda dos investidores também há índices macroeconômicos para monitorar. Saem os dados sobre a confiança do consumidor em outubro na Alemanha, a confiança do consumidor de setembro na França e estatísticas sobre hipotecas em julho da Espanha.

Nos Estados Unidos, estão para ser divulgados os inventários do atacado em agosto, o índice de preços de residências de julho, a confiança do consumidor de setembro, o índice manufatureiro de Richmond de setembro, para citar alguns.

Também se aguarda o discurso da presidente do Banco Central Europeu Christine Lagarde em um evento sobre bancos centrais que começa hoje.

Além disso, hoje o presidente do Fed Jerome Powell e a secretário do Tesouro, Janet Yellen, testemunharão em uma audiência do Comitê Bancário do Senado dos Estados Unidos.

Os mercados acionários na Europa se comportam desta maneira:

  • o Stoxx 600 Europe Index caía 1,14%, para 457 pontos às 11h30 CEST (6h30 no horário de Brasília)
  • o alemão DAX perdia 0,78%, para 15.452 pontos
  • em Paris, o CAC 40 recuava 1,28%, situando-se nos 6.565 pontos
  • o londrino FTSE 100 desvalorizava-se 0,39%, aos 7.035 pontos
  • o IBEX 35 declinava 0,88%, para 8.923 pontos

Futuros de ações nos EUA

  • o S&P 500 futuro cedia 0,60% às 11h30 CEST (6h30 no horário de Brasília) para os 4.406 pontos
  • os contratos indexados ao índice Dow Jones desvalorizavam-se 0,28%, somando 34.647 pontos
  • os contratos futuros indexados ao índice Nasdaq perdiam 1,17%, para 15.016 pontos

Como fechou Wall Street ontem

O S&P 500 fechou com 0,28% de baixa (4.443 pontos), enquanto o Dow Jones Industrial subiu 0,21% (34.869 pontos). Já o Nasdaq 100 encerrou o dia com queda, de 0,52%, marcando 14.969 pontos.

Mercados asiáticos

O índice de Xangai subiu 0,54%, para os 3.602 pontos. No Japão, Nikkei 225 mostrou 0,19% de depreciação, aos 30.183 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng terminou com alta de 1,20%, situando-se nos 24.500 pontos.

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As ações de Hong Kong avançaram depois que o banco central da China disse que vai trabalhar para salvaguardar o desenvolvimento “saudável” do mercado imobiliário em meio à crise do Grupo Evergrande da China.

Amanhã, a coalizão que governa o Japão vota para escolher um novo líder, que poderá ser o próximo primeiro-ministro. Na quinta, estão previstos o PMI de manufatura da China.

Confira o comportamento de outros mercados na manhã de hoje:

Petróleo

  • em Nova York, os contratos futuros de petróleo continuavam seu movimento de alta. Subiam 1,10% às 11h30 CEST (6h30 no horário de Brasília), para US$ 76,28 por barril.

Moedas

  • o euro caía 0,16%, para US$ 1,1677
  • o iene valorizava-se 0,26%, para US$ 111,30
  • a libra esterlina tinha 0,31% de queda, cotada a US$ 1,3656

Ouro

  • o ouro futuro perdia 0,57%, para US$ 1.741 a onça troy

Cripto

  • o bitcoin perdia 1,66%, para US$ 41,989 mil.

-- Com informações da Bloomberg News

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Michelly Teixeira

Michelly Teixeira

Jornalista com mais de 20 anos como editora e repórter. Em seus 12 anos de Espanha, trabalhou na Radio Nacional de España/RNE e colaborou com a agência REDD Intelligence. No Brasil, passou pelas redações do Valor, Agência Estado e Gazeta Mercantil. Tem um MBA em Finanças, é pós-graduada em Marketing e cursa um mestrado em Digital Business na Esade.

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