Mercados

Ibovespa desaba 2,3% e dólar vai a R$ 5,33 em dia tenso nos mercados

Crise envolvendo incorporadora chinesa Evergrande motiva aversão ao risco e pânico nos principais mercados globais

Crise da incorporadora chinesa Evergrande preocupa investidores do mundo inteiro
20 de Setembro, 2021 | 05:41 pm
Tempo de leitura: 1 minuto

São Paulo — O Ibovespa fechou a sessão desta segunda-feira (20) em forte queda enquanto o dólar avança em um dia negativo nos mercados globais. A crise envolvendo a solvência da incorporadora chinesa Evergrande despertou temores de contágio nos principais mercados globais, que se somaram à cautela diante decisões de bancos centrais que serão divulgadas ao longo da semana em diversas economias.

  • No Brasil, o Ibovespa chegou a cair mais de 3% ao longo da sessão, operando na casa dos 107.000 pontos - menor patamar no ano. Além da questão da Evergrande, a derrocada foi influenciada pela queda no preço do minério de ferro lá fora que, por sua vez, impactou o desempenho de companhias de siderurgia e mineração de forte peso no índice brasileiro.
  • O dólar foi contaminado principalmente pelo cenário externo, mas os impasses locais relacionados a situação fiscal do país seguem no radar dos investidores.
  • A incorporadora chinesa Evergrande tem um vencimento de cerca de US$ 83,5 milhões na quinta-feira.
  • Entre as ações de maiores baixas no Brasil, destaque para os papéis da Brasken, que recuaram 12% com expectativa da oferta de ações pela Novonor (antiga Odebrecht)

Veja mais: Evergrande testa determinação de Xi em frear setor imobiliário

Nos Estados Unidos, o dia também foi de perdas nas principais bolsas. Os movimentos foram balizados pelas expectativas sobre a próxima reunião do Federal Reserve, que acontece na quarta-feira (22). Investidores aguardam pistas sobre o futuro da retirada de estímulos no discurso do presidente do Fed, Jerome Powell. Na China, cresce a preocupação sobre a incorporadora mais endividada do mundo, a Evergrande, devido ao silêncio de autoridades sobre uma possível intervenção do governo para evitar um colapso. As incertezas provocaram a maior onda vendedora de ações do setor imobiliário em Hong Kong em mais de um ano e atingiu vários segmentos.

  • Câmbio: Perto das 17h30, o dólar operava em alta de 1,18%, a R$ 5,35
  • Bolsa: O Ibovespa fechou em queda de 2,33%, a 108.843 pontos
    • Lideraram as perdas percentuais Braskem (BRKM5), Via (VIIA3) e PetroRio (PRIO3). As ações da Copel (CPLE6), Sabesp (SBSP3) e CVC (CVCB3) foram destaques positivos
  • Juros: A taxa para janeiro de 2022 saltou de 7,065% para 7,085%, enquanto a para janeiro de 2025 recuava de 10,21% para 10,07%
  • Exterior: Em Nova York, os principais índices fecharam em forte queda. O Dow Jones caiu 1,78%, o S&P 500 1,70% e o Nasdaq, 2,19%
  • Bitcoin: Perto das 17h30, a criptomoeda operava em queda de 7,58%, a US$ 43.892

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Igor Sodré

Igor Sodré

Jornalista com formação pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, com experiência na cobertura de cultura e economia, tendo como foco mercado financeiro e companhias. Passou pela Bloomberg News e TradersClub.

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