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Influenciadora com 5 milhões de seguidores acusa Pinterest de roubar suas ideias

A estrategista de marketing digital diz ter criado alguns dos conceitos da plataforma, como permitir que os usuários criassem quadros baseados em estilo de inspiração

Empresa abriu capital em 2019, é avaliada em mais de US$ 35 bilhões, e diz ter cerca de 450 milhões de usuários ativos mensais
Por Christian Berthelsen
13 de Setembro, 2021 | 07:39 pm
Tempo de leitura: 2 minutos

Bloomberg — Uma influenciadora com cinco milhões de seguidores no Pinterest alegou em um processo judicial que os fundadores da empresa, Ben Silbermann e Paul Sciarra, usaram suas ideias para ajudar a criar a plataforma de mídia social e nunca a recompensaram por isso.

Christine Martinez, uma estrategista de marketing digital que mora em Oakland, Califórnia, disse em um processo judicial estadual na segunda-feira que era amiga de Silbermann quando ele a pediu para ajudar a “salvar um aplicativo de compras fracassado”, que mais tarde se tornaria o Pinterest.

Martinez afirma que criou conceitos-chave, incluindo permitir que os usuários criassem quadros baseados em estilo de inspiração refletindo seus gostos em moda, viagens, design e outros interesses, e tecnologia para que as pessoas comprassem os produtos apresentados ali. Ela também disse que criou um plano de marketing desde o início para o Pinterest para recrutar blogueiros para trazer o público-alvo da plataforma, principalmente mulheres.

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Ela foi tão importante na criação do site que Silbermann e Sciarra incorporaram seu nome no código-fonte da plataforma, de acordo com a ação movida no Tribunal Superior do Condado de Alameda contra os fundadores e o Pinterest. A empresa, que abriu capital em 2019 e é avaliada em mais de US$ 35 bilhões, diz ter cerca de 450 milhões de usuários ativos mensais.

O Pinterest não respondeu a um pedido de comentário.

O processo é o mais recente a alegar questões de gênero envolvendo o Pinterest, com sede em San Francisco. A ex-chefe de operações da empresa, Françoise Brougher, chegou a um acordo de US$ 22 milhões com a empresa no ano passado, após um processo por discriminação de gênero. Dois outros divulgaram publicamente alegações de tratamento inadequado para funcionários de minorias.

Martinez, que alega quebra de contrato, enriquecimento sem causa e práticas comerciais desleais, reconheceu na ação que não era empregada e não tinha contrato de trabalho. Mas ela disse que os executivos prometeram compensá-la e ela esperava que a pagassem assim que pudessem. Por causa de relacionamentos pessoais - seu marido conhecia Silbermann da Universidade de Yale - ela acreditou em suas palavras.

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O Pinterest levantou US$ 14 bilhões com a oferta de ações, enriquecendo Silbermann e Sciarra, de acordo com o processo. Eles “não compartilharam com ela nenhuma parte dos extraordinários ganhos financeiros que os réus perceberam naquele dia como resultado de suas ideias e esforços”, disse o processo. Martinez “foi apagada da história da empresa”.

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