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ByteDance negocia US$ 4 bilhões em empréstimos com incertezas sobre IPO

A repressão do governo chinês contra o setor de tecnologia, que inclui mídias sociais e jogos, coloca em xeque a IPO da empresa

Empresa é detentora do TikTok e do Douyin
Por Coco Liu
08 de Setembro, 2021 | 08:02 pm
Tempo de leitura: 1 minuto

Bloomberg — A ByteDance está negociando cerca de US$ 4 bilhões em empréstimos bancários, segundo uma pessoa familiarizada com o assunto, enquanto a repressão da China contra o setor de tecnologias lança dúvidas sobre o momento de sua tão esperada oferta pública inicial (IPO).

A detentora do TikTok e do Douyin está negociando com vários credores um empréstimo sindicalizado de cerca de US$ 4 bilhões, embora não tenha sido finalizado, segundo a fonte, confirmando um financiamento de dívida relatado anteriormente pelo periódico The Information. A ByteDance está aproveitando as baixas taxas de juros e usará os recursos principalmente para pagar dívidas enquanto reúne suas reservas de caixa para as operações diárias, disse a fonte, que pediu anonimato porque as negociações são privadas. Um representante da ByteDance não quis comentar a transação.

Veja mais: Startups chinesas excluídas dos EUA enfrentam regras de IPO mais duras em Hong Kong

A ByteDance, startup mais valiosa do mundo, está entre um grupo de gigantes corporativas chinesas que sofrem com a imprevisibilidade de uma repressão governamental há meses. A repressão de Pequim contra o setor de tecnologia, que abrange mídias sociais e jogos a plataformas de internet, ofuscou o brilho de uma startup que fora avaliada em US$ 500 bilhões em transações privadas.

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A ByteDance, cujos patrocinadores incluem o SoftBank Group e a Tiger Global Management, iniciou neste ano os preparativos para um IPO de seus ativos domésticos que pode levantar vários bilhões de dólares, informou a Bloomberg News. A empresa trabalhou com órgãos reguladores para garantir o cumprimento dos requisitos de segurança de dados antes de abrir seu capital, mas procedeu com cautela devido à crise regulatória.

Naquela época, a empresa estava escolhendo abrir o capital em Hong Kong ou nos EUA. Em março, a empresa contratou Shou Zi Chew, da Xiaomi Corp., como diretor financeiro, alimentando especulações da iminência de uma IPO.

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