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BMW ganha participação de mercado com veículos elétricos

Empresa aumentou vendas de modelos, mas segue limitada pela escassez global de semicondutores

Montadora alemã agora tem contratos de mais de 20 bilhões de euros (US$ 23,8 bilhões) em baterias
Por William Wilkes e Elisabeth Behrmann
07 de Setembro, 2021 | 12:30 pm
Tempo de leitura: 1 minuto

Bloomberg — A BMW aumentou os pedidos de células de bateria para acompanhar o ritmo da crescente demanda por carros elétricos, que representou mais de 11% das entregas durante o semestre.

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A montadora alemã agora tem contratos de mais de 20 bilhões de euros (US$ 23,8 bilhões) em baterias, ante 12 bilhões de euros no passado, disse o CEO Oliver Zipse em entrevista. As células serão destinadas a sedans i4, utilitários esportivos iX e outros modelos que a BMW produzirá até 2024. A empresa planeja começar a mudar para uma nova geração de baterias no ano seguinte.

“Estamos acompanhando o mercado”, disse Zipse. “O primeiro semestre mostrou que estamos crescendo e ganhando participação de mercado. Estamos no meio de uma eletrificação”.

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Veja mais: Falta de chips continua em 2022, diz fornecedora de montadoras

As montadoras estão se recuperando da escassez de semicondutores que colocou a indústria em alerta máximo para identificar outras vulnerabilidades em suas cadeias de suprimentos. O acesso suficiente a células de bateria e matérias-primas como cobalto e níquel será fundamental para as transformações elétricas das montadoras estabelecidas. A Tesla Inc., líder em veículos elétricos, chegou a fechar acordos de fornecimento de metal com empresas de mineração.

O aumento nos pedidos de células da BMW está dividido entre a Contemporary Amperex Technology Co. Ltd. e a EVE Energy Co., da China, a Samsung SDI Co., da Coréia do Sul, e a Northvolt AB, da Suécia.

Embora a BMW tenha preparado uma resposta às crescentes vendas de veículos elétricos, ela permanece limitada pela escassez de semicondutores. No mês passado, a empresa previu que a situação pioraria até o final do ano.

“Dissemos há algumas semanas que o segundo semestre seria mais difícil e é isso que estamos vendo”, disse Zipse. “Ficou mais complicado, e o problema ainda vai durar muitos meses”.

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