O principal do dia: Exterior positivo antes de dados do Payroll americano; Brasil olha fiscal

Breakfast: Bolsas internacionais avançavam antes do principal relatório de emprego dos EUA, enquanto os mercados locais reagem à pauta fiscal e política antes do 7 de Setembro

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Bloomberg Línea — O último dia da semana começa em tom levemente positivo no exterior, com investidores à espera do aguardado relatório de emprego Payroll dos EUA, que deve trazer um panorama mais completo sobre o mercado de trabalho americano em agosto. Os dados são importantes para equilibrar as expectativas sobre os próximos passos do Federal Reserve - que, na última semana, já antecipou que deve iniciar a retirada de estímulos ainda este ano, mas sem antecipar a alta de juros no país.

  • Na China e na Europa, indicadores privados sobre as respectivas economias frustraram o consenso, indicando que a cautela com a variante delta afetou as atividades ao longo do segundo trimestre.
  • No mercado de commodities, os contratos de petróleo subiam timidamente, após acumularem alta na semana, na esteira de receios pela produção americana após a passagem do furacão Ida

Por aqui, a véspera foi de pessimismo na bolsa, com o principal índice acionário brasileiro recuando abaixo dos 117 mil pontos com preocupações fiscais no radar. A proximidade do feriado de 7 de Setembro, cujos alertas sobre manifestações recheiam os grupos de WhatsApp e Telegram, deve ajudar a manter a cautela durante o pregão, assim como a reação à aprovação da reforma tributária na Câmara.

  • Futuros americanos em alta, com Dow Jones (+0,16%), S&P 500 (+0,18%) e Nasdaq (+0,11%).
  • Bolsas asiáticas fecharam em alta: Tóquio/Nikkei 225 (+2,05%), Hong Kong/Hang Seng (-0,72%) e Xangai (-0,43%)
  • Por aqui, Ibovespa fechou em queda de 2,28%, a 116.667 pontos, enquanto o dólar fechou em queda de 0,01%, a R$ 5,18.
  • Bitcoin valendo US$ 49.649 (-0,75%) agora pela manhã

Direto de Brasília (e outros lugares)

A Câmara dos Deputados concluiu na tarde desta quinta (2) a votação da reforma tributária, que institui a taxação de dividendos e reduz o Imposto de Renda das empresas. A proposta, que partiu do governo e foi modificada pelo relator, deputado Celso Sabino (PSDB-PA), contou com adesão de partidos da oposição, incluindo o PT e o Psol.

  • O texto da reforma tributária segue agora para análise do Senado. Para as mudanças começarem a valer em 2022, o texto precisa ser aprovado até dezembro.
  • O líder do governo, Ricardo Barros (PP-PR), disse na terça que o presidente não deve vetar a cobrança de imposto sobre dividendos nem a extinção do. JGP (juros sobre capital próprio). O texto segue para o Senado.

A reforma acabou sendo aprovada com um item que chamou pouca atenção, mas tende a apresentar um impacto importante para grandes contribuintes em disputas tributárias com a Receita Federal.

  • Trata-se do fim do chamado voto de qualidade do presidente do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) em caso de empate em julgamentos administrativos. O Carf é a máxima instância administrativa de litígios tributários.
  • A proposta original elaborada pela equipe de Paulo Guedes sobre reforma tributária não tocava no assunto, mas em agosto o relator da matéria na Câmara, Celso Sabino (PSDB-BA), apresentou um substitutivo que propôs que os casos de empate no Carf tenham decisão favorável ao contribuinte mesmo em questões processuais.

Manchetes dos jornais

  • Medida Provisória vai decidir a cobertura de remédios por plano de saúde (Valor)
  • Em Brasília, grupos pró e contra Bolsonaro estarão separados por apenas 3 km (Folha de S.Paulo)
  • Mudança na declaração simplificada pode elevar Imposto de renda de quem ganha mais de R$ 10 mil (O Globo)
  • Reforma do Imposto de Renda encolhe arrecadação em R$ 53,6 bilhões, aponta estudo (O Estado de S.Paulo)
  • The Storm Warnings Were Dire. Why Couldn’t New York Be Protected? (New York Times)
  • At Least 45 Dead After Ida Remnants Pummel Northeast (Wall Street Journal)
  • Abortion opponents watch for violations of Texas ban as providers weigh legal options (Washington Post)

Na Bloomberg Línea

O Brasil foi o principal responsável pela alta global dos preços dos alimentos em agosto, depois de terem registrado queda nos meses de junho e julho. A quebra na safra nacional de cana levou o índice internacional do açúcar medido pela Food and Agriculture Organization (FAO) ao patamar mais elevado dos últimos quatro anos.

Agenda do dia

  • Indicadores Brasil: PMI Composto (10h); PMI de Serviços (10h)
  • Indicadores EUA: Relatório de emprego Payroll (9h30); taxa de desemprego (9h30); ganho médio por hora trabalhada (9h30); PMI Composto (10h45); Atividade empresarial manufatureira (11h)
  • Bolsonaro: Visita às obras da Ferrovia de Integração Oeste-Leste - FIOL I; cerimônia de Assinatura do Contrato de Concessão da FIOL I; cerimônia de Inauguração das Instalações da Escola de Formação de Luthier e Archetier da Orquestra Criança Cidadã; solenidade de Passagem do Comando Militar do Nordeste.
  • Paulo Guedes (Economia): Reunião com a chefe da Assessoria Especial de Assuntos Estratégicos, Daniella Marques; despacho com o secretário Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais, Roberto Fendt; audiência com a ministra de Finanças do Uruguai - Azucena Arbeleche e o chanceler do Uruguai, Francisco Bustillo; reunião com o secretário de Política Econômica, Adolfo Sachsida; evento virtual “Scoop Day” (transmissão pela TC Rádio).
  • Roberto Campos Neto (BC): Palestra, por videoconferência, no evento “Estadão Finanças Mais 2021”, promovido pelo jornal “O Estado de S.Paulo”; Reunião com Walter Schalka, CEO da Suzano; Videoconferência com representantes da Legacy Capital; Reunião, por videoconferência, com representantes do Itaú Asset Management.

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