Facebook pondera criar ferramentas de NFT com carteira digital

Empresa espera lançar plataforma juntamente com sua moeda digital Diem

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Bloomberg — O Facebook está considerando desenvolver produtos e ferramentas relacionadas a tokens não fungíveis – ou NFTs – ativos digitais que decolaram com surgimento da tecnologia de blockchain.

“Estamos observando as maneiras de nos envolvermos com a área porque acreditamos estar em uma posição muito boa para fazê-lo”, disse o executivo do Facebook, David Marcus, na terça-feira em uma entrevista à Bloomberg Television.

Marcus lidera a F2, ou Facebook Financial, grupo interno que está desenvolvendo a carteira digital da empresa, Novi. Essa carteira poderia ser utilizada para NFTs, disse. “Quando você tem uma boa carteira de criptoativos como a Novi, você também deve pensar sobre como ajudar os consumidores a apoiar os NFTs”, acrescentou. “Com certeza estamos pensando nisso”. Ele não especificou quais tipos de produtos relacionados a NFT o Facebook deve desenvolver.

A carteira digital do Facebook está “pronta”, disse Marcus, mas a empresa está esperando para lançá-la até que possa fazê-lo juntamente com o Diem, a moeda digital anteriormente conhecida como Libra, que Marcus cofundou dentro do Facebook em 2019.

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Os planos são que o Diem ofereça uma stablecoin lastreada em dólar, mas não ficou claro quando a moeda será apresentada. O projeto recebeu retaliações de legisladores e órgãos reguladores quando foi revelado, e, embora o Facebook ainda seja um parceiro do projeto, o Diem atualmente é administrado de maneira independente.

Marcus declarou que o Facebook consideraria lançar a Novi sem o Diem “como último recurso”, mas acredita que ambos são necessários para mudar a forma como as pessoas efetuarão pagamentos. A gigante de mídia social espera que as pessoas utilizem a carteira do Facebook para transferir Diem, o que reduziria as taxas e o tempo necessário para enviar dinheiro para o exterior.

Sem inovações na tecnologia de pagamentos, segundo Marcus, os países do ocidente, como os EUA, se esforçarão para acompanhar a China e se adaptar a um mundo no qual os pagamentos digitais são a norma.

“Estamos ficando para trás em um ritmo alarmante”, disse.

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