ESG

Danone investiga plantas ocultas em busca de alimentos saudáveis

Consumidores estão mais preocupados com a saúde e alimentos à base de plantas desfrutam de uma explosão de popularidade

Cientista no laboratório de Brightseed
Por Kim Chipman
04 de Agosto, 2021 | 02:34 pm
Tempo de leitura: 1 minuto

Bloomberg — A Danone quer tornar seus produtos mais atraentes para consumidores preocupados com a saúde com um foco maior no mundo oculto das plantas.

A maior fabricante de iogurtes do mundo ampliou um acordo com a Brightseed, uma startup de São Francisco que usa inteligência artificial para descobrir moléculas em plantas diretamente vinculadas à saúde humana.

A parceria, que está se expandindo apenas da América do Norte para incluir a cadeia de suprimentos global da Danone, é o mais recente exemplo de “alimento como medicamento”, um movimento que ganha força com o objetivo de integrar farmacologia, nutrição e sustentabilidade. Cansados da pandemia, consumidores estão mais preocupados com a saúde e alimentos à base de plantas desfrutam de uma explosão de popularidade.

“É sem precedentes o que está acontecendo ao redor do mundo”, disse em entrevista Taisa Hansen, vice-presidente sênior de pesquisa e inovação da unidade da Danone com foco em nutrição.

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A nova parceria de três anos com a Brightseed deve permitir que a Danone compreenda melhor as plantas desde a colheita até a mesa, disse Hansen.

Anteriormente, as empresas se concentravam exclusivamente na soja, identificando sete benefícios potenciais à saúde por meio de moléculas recém-examinadas, de acordo com a Brightseed. Moléculas benéficas podem ser incorporadas futuramente em produtos alimentícios e bebidas.

Embora testes clínicos sejam necessários para confirmar as descobertas, a Brightseed disse que os estudos têm potencial para reformular como a soja é cultivada em certas áreas, como é processada, bem como mudar a maneira como a oleaginosa pode melhorar a saúde além dos conhecidos benefícios para o coração. Isso poderia ter grandes implicações tanto para medicamentos quanto para produtores de uma das maiores commodities agrícolas do mundo.

A Brightseed, que captou cerca de US$ 52 milhões até o momento, busca desenvolver o que diz ser a maior biblioteca de compostos de plantas do mundo, mapeando 99% de bioativos desconhecidos ou não mapeados, também chamados de fitonutrientes ou fitoquímicos. A startup chama o processo de “matéria escura do reino vegetal”.

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A Brightseed anunciou em janeiro que sua tecnologia AI Forager descobriu fitonutrientes em cerca de 80 fontes vegetais comuns que superaram os medicamentos conhecidos para combater a doença hepática gordurosa não alcoólica. O estudo foi publicado posteriormente na revista médica Cell Death & Disease, e os compostos devem entrar em testes clínicos em humanos este ano.

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