Internacional

Argentina discute aspectos técnicos com FMI em Washington

Chegar a um acordo sobre as projeções econômicas para a base de um novo programa é um dos primeiros passos para o avanço das negociações

Negociações do FMI com a Argentina não deve ter um acordo até 2022
Por Jorgelina do Rosario e Eric Martin
04 de Agosto, 2021 | 07:45 pm
Tempo de leitura: 1 minuto

Bloomberg — Autoridades da Argentina se reuniram na semana passada com representantes do Fundo Monetário Internacional em Washington em meio aos esforços do governo da segunda maior economia da América do Sul para renegociar seu problemático programa de empréstimos.

O secretário de Política Econômica, Fernando Morra, e o vice-gerente geral de Pesquisa Econômica do banco central, German Feldman, viajaram aos Estados Unidos para reuniões presenciais com autoridades do FMI, incluindo o chefe da missão na Argentina, Luis Cubeddu, segundo pessoas com conhecimento direto do assunto que pediram anonimato.

As conversas se concentraram em aspectos técnicos das negociações, como dados econômicos de 2021, projeções para 2022 e 2023, bem como premissas básicas sobre inflação e preços administrados, disse uma das pessoas. As discussões focaram nos planos do governo para despesas e receitas, acrescentou outra fonte.

As reuniões mostram sinal de progresso das negociações atrasadas da Argentina com o FMI de um novo programa de financiamento estendido para substituir um empréstimo anterior de US$ 45 bilhões. As negociações estagnaram, com a expectativa de que um acordo não será fechado até 2022, após as eleições de meio de mandato do país em novembro.

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Chegar a um acordo sobre as projeções econômicas para a base de um novo programa é um dos primeiros passos para o avanço das negociações. A Argentina deve enviar as projeções econômicas para 2022 ao Congresso como parte de um projeto de lei a ser apresentado até meados de setembro.

Uma porta-voz do FMI não quis comentar. Um porta-voz do banco central também não comentou, e um porta-voz do Ministério da Economia não respondeu de imediato a um pedido de comentário.

O novo programa do país com o FMI também incluirá um componente de mudança climática que ainda está em discussão, disseram algumas pessoas.

O ministro da Economia da Argentina, Martín Guzmán, se reuniu recentemente com a diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, em um encontro dos ministros das Finanças e presidentes de bancos centrais do G20 em Veneza no mês passado. Guzmán também se reuniu na mesma cúpula com Janet Yellen, secretária do Tesouro dos EUA, maior acionista do FMI.

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