ESG

Racismo sistêmico na Inglaterra afeta desde saúde até riqueza

Crimes de ódio aumentaram 6% na Inglaterra e no País de Gales nos 12 meses até março de 2020

Racismo sistêmico
Por Khadija Kothia
15 de Julho, 2021 | 12:19 pm
Tempo de leitura: 1 minuto

(Bloomberg) O racismo na Inglaterra é sistêmico e o governo é “frustrantemente lento” na implementação de soluções recomendadas, de acordo com um think tank que realiza estudos raciais.

Os crimes de ódio aumentaram 6% na Inglaterra e no País de Gales nos 12 meses até março de 2020, enquanto negros e pessoas de minorias étnicas têm mais de quatro vezes mais chances de serem alvos de buscas pela polícia, disse o Runnymede Trust em relatório.

“Legislação, práticas institucionais e costumes da sociedade continuam se combinando para prejudicar” as minorias, segundo o relatório. Como resultado, os grupos étnicos negros e minoritários são “consistentemente mais propensos a viver na pobreza, a ter um trabalho precário de baixa remuneração e a morrer por Covid-19”.

O governo deve revisar sua abordagem de igualdade para garantir que está em conformidade com Convenção Internacional sobre a Eliminação da Discriminação Racial, disse o think tank, que está “particularmente preocupado” com os próximos atos legislativos sobre votação, imigração e policiamento, afirmando que estes “representam uma ameaça aos direitos” das minorias.

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A publicação contrasta com as conclusões da Comissão de Disparidades Étnicas e Raça do governo no início deste ano, que concluiu que o Reino Unido não foi “deliberadamente manipulado” contra as minorias, uma conclusão que atraiu críticas generalizadas.

Relatório veio após o jogador inglês Tyrone Mings criticar esta semana a secretária para assuntos internos Priti Patel, dizendo que ela agravou as tensões ao se recusar a apoiar jogadores que pedem por igualdade racial. Em junho, Patel chamou isso de “gestos políticos”.

O relatório do Runnymede Trust foi publicado nesta quarta-feira após consultar mais de 150 organizações que trabalham para promover a igualdade racial e os direitos humanos. Foi submetido a um Comitê das Nações Unidas que está avaliando o histórico do governo no enfrentamento ao racismo desde 2016.

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