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Air France-KLM negocia compra de 160 jatos com Boeing e Airbus

Empresa iniciou negociações em torno do que pode ser o maior pedido de aeronaves já feito pelo grupo, que pretende expandir as operações de baixo custo e renovar parte de sua frota

Empresas aéreas planejam recuperar frotas para o pós-pandemia
Por Tara Patel
18 de Julho, 2021 | 05:13 pm
Tempo de leitura: 2 minutos

Bloomberg — A Air France-KLM iniciou negociações com a Boeing e a Airbus em torno do que pode ser o maior pedido de aeronaves já feito pelo grupo, que pretende expandir as operações de baixo custo e renovar parte de sua frota holandesa.

Os 160 aviões de corredor único seriam destinados à unidade Transavia, que vende passagens com descontos, e às operações europeias da KLM, segundo informado por um porta-voz na segunda-feira. As marcas atualmente operam apenas jatos da Boeing em rotas de curta e média distância.

A disputa vai colocar o 737 Max da Boeing em competição com os aviões de fuselagem estreita da série A320neo da Airbus. A frota da Transavia, que tem divisões na França e Holanda, é formada principalmente por 737-800s. A chegada de aeronaves de outra fabricante vai contra a estratégia de rivais focadas em passagens baratas, como a EasyJet, só voa com um tipo de avião para reduzir custos. A KLM também opera 737s e vem formando um padrão com modelos Boeing para voos de longa distância.

Boeing e Airbus não responderam imediatamente às solicitações de comentário da reportagem.

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Ben Smith, CEO da Air France-KLM, fez da expansão das operações de baixo custo um elemento-chave nos planos de recuperação após a pandemia de coronavírus. O executivo pode triplicar o número de jatos da Transavia baseados na França, depois da perda de participação de mercado para concorrentes de baixo custo.

Sucesso do Max

A Boeing conseguiu emplacar o Max, que ficou proibido de voar durante 18 meses após acidentes fatais em 2018 e 2019. A United Airlines no mês passado concordou em comprar 200 unidades do Max e encomendou à Airbus 70 jatos da linha A321neo. A Southwest Airlines, que só tem 737s na frota, aumentou as encomendas da linha Max em 100 aviões em março, após estudar a compra de aviões Airbus A220.

No ano passado a Air France-KLM recebeu empréstimos e garantias no valor de 10,4 bilhões de euros (US$ 12 bilhões) dos governos da França e Holanda, que são acionistas da companhia, além de 4 bilhões de euros em conversão de dívidas e injeções de capital com a retaguarda de Paris em abril.

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Com esse último pacote de resgate, a participação do estado francês chegou a 30%. As autoridades antitruste da União Europeia aprovaram a operação com a condição de que o auxílio não fosse usado para bancar uma expansão comercial agressiva.

Na segunda-feira, a Comissão Europeia se recusou a comentar os planos da companhia aérea para a frota, mas informou que seus representantes seguem monitorando as condições associadas à aprovação do investimento francês. No ano passado, o ministro das Finanças da França, Bruno Le Maire, pressionou a Air France a ser boa cliente da Airbus, que tem sede em Toulouse, no sul do país.

Há meses a Holanda estuda liberar mais recursos para a KLM. O momento desse apoio depende do governo, teria dito Smith em entrevista ao Het Financieele Dagblad, que também noticiou a potencial encomenda de aviões.

A Air France deve receber entregas em setembro de 60 jatos Airbus A220 que serão usados em rotas de curta distância. O modelo é pequeno demais para se enquadrar nos requisitos da Transavia e da KLM. Smith vem pedindo que a Airbus fabrique uma versão estendida do modelo.

A divisão regional Cityhopper da KLM opera aviões menores, mas aguarda a entrega de jatos E2, lançados recentemente pela Embraer.

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