Bloomberg Línea — A última semana de novembro foi marcada por duas captações de valores mais elevados de fintechs mexicanas.
A Clara, que atua com gestão de despesas corporativas com uso de cartão, levantou US$ 70 milhões por meio de um instrumento de dívida estruturada; e a Aviva, que opera com microcrédito para consumidores sem acesso ao sistema financeiro tradicional com um modelo com uso de IA, levantou US$ 50 milhões.
No Brasil, a também fintech Mercado de Recebíveis concluiu a captação de R$ 150 milhões por meio de um FIDC (Fundo de Investimento em Direitos Creditórios).
Veja mais a seguir sobre as rodadas da semana:
Clara
A fintech mexicana fundada e comandada por Gerry Colman levantou US$ 70 milhões em instrumento de dívida junto ao BBVA Spark, à Covalto e à International Finance Corporation (IFC), braço de investimento do Banco Mundial.
A startup de gestão de despesas corporativas por meio de cartão e de pagamento de contas vai utilizar os recursos no momento em que acelera sua expansão no seu país natal e na Colômbia - o Brasil é outro mercado relevante.
“Esse financiamento nos coloca em uma posição sólida, como a única solução de pagamentos corporativos na América Latina apoiada simultaneamente por instituições financeiras desse porte”, disse Colman em comunicado.
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Aviva
Outra fintech mexicana que captou nesta semana foi a Aviva, que levantou US$ 50 milhões junto à Community Investment Management (CIM).
A Aviva atua com a concessão de microcrédito para consumidores sem acesso ao sistema financeiro tradicional com um modelo digital com uso de IA (Inteligência Artificial), com atuação voltada para pequenas e médias cidades do México.
O seu modelo conversacional com uso de ISA permite a contratação de crédito por meio de vídeo chamada, o que amplia o acesso com baixo custo.
A fintech foi fundada em 2022 por Filiberto Castro, David Hernández, Amran Frey e Israel García.
ColmeIA
A ColmeIA, startup brasileira especializada em automação de atendimento digital, fechou um follow-on de R$ 18 milhões com a Crescera Capital. O investimento eleva o valuation da startup para R$ 440 milhões.
A rodada inclui tanto recursos para investimentos estratégicos (captação primária) quanto uma saída parcial dos sócios (secundária).
O novo valor está associado ao cumprimento de metas previamente estabelecidas, como o crescimento da receita em 300%.
Em março do ano passado, a Crescera Capital havia aportado R$ 25 milhões no negócio, que tem cerca de 200 clientes, incluindo V.tal, Caju, o banco digital Digio e o Banco Mercantil.
Mercado de Recebíveis
A fintech liderada pelo CEO Henrique Echenique concluiu a captação de R$ 150 milhões por meio de um FIDC (Fundo de Investimento em Direito Creditório), o que vai permitir alavancar o volume de crédito concedido.
A startup fundada em meados de 2023 acaba de chegar à marca de R$ 1 bilhão em volume total de pagamentos processados em sua plataforma (TPV), segundo informações passadas ao site Startups.
A Mercado de Recebíveis atua justamente com a antecipação de recebíveis a empresas, em geral com taxas mais baixas do que as de mercado.
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