Bloomberg — A Shell concordou em comprar a produtora canadense Arc Resources por US$ 13,6 bilhões, seu maior negócio em mais de uma década, enquanto busca reforçar as reservas de petróleo e gás.
A ARC tem uma base de recursos de alta qualidade e baixo custo que complementa os negócios existentes da Shell no Canadá, incluindo uma usina de gás natural liquefeito na costa oeste do país, na qual a empresa tem uma participação importante, de acordo com um comunicado na segunda-feira.
As grandes petrolíferas estão se concentrando novamente em seus principais negócios de petróleo e gás, em um esforço para aumentar o retorno aos investidores.
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A Shell, em particular, tem enfrentado questões sobre se suas reservas existentes são suficientes para sustentar a produção na próxima década.
“Isso estabelece o Canadá como o coração da Shell, ao mesmo tempo em que promove nossa estratégia de agregar mais valor com menos emissões”, disse o CEO Wael Sawan no comunicado. A aquisição da ARC “fortalece nossa base de recursos para as próximas décadas”.
O acordo com a ARC será a maior aquisição da Shell desde o BG Group em 2015, de acordo com dados compilados pela Bloomberg.
O negócio será pago com cerca de 25% em dinheiro e 75% em ações, com um prêmio de 20% sobre o preço médio ponderado de 30 dias da ARC.
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As ações da Shell reduziram as perdas anteriores após o anúncio e estavam sendo negociadas 0,2% mais baixas, a 3.300 pence, às 13h19 em Londres.
O acordo apóia a meta da Shell de manter a produção de hidrocarbonetos líquidos materiais de cerca de 1,4 milhão de barris por dia até 2030 e além, de acordo com o comunicado. Ele também apoiará a produção da usina de gás natural liquefeito LNG Canada, na qual a Shell tem uma participação de 40%.
As operações da ARC estão situadas na mesma região que o ativo Groundbirch da Shell na Colúmbia Britânica, que abastece a LNG Canada, e o projeto Gold Creek na vizinha Alberta, de acordo com o comunicado.
A compra da ARC pela Shell marca um pivô para as operações da empresa na América do Norte, depois que ela vendeu amplamente sua posição nas areias petrolíferas em 2017 para a Canadian Natural Resources.
A empresa sediada em Londres também vendeu seus ativos de xisto na Bacia do Permiano para a ConocoPhillips em 2021.
Os conselhos de ambas as empresas apoiaram unanimemente a transação, de acordo com o comunicado. Espera-se que a transação seja concluída no segundo semestre de 2026, sujeita às aprovações dos acionistas, dos tribunais e dos órgãos reguladores.
--Com a ajuda de Robert Tuttle.
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