Origem busca ser valorizada em US$ 2,5 bilhões em venda, segundo fontes

A empresa contratou o Banco Bradesco BBI como assessor em uma transação que pode incluir a venda de uma participação minoritária, majoritária ou uma oferta pública inicial de ações, segundo pessoas familiarizadas com o assunto ouvidas pela Bloomberg News

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Bloomberg — A Origem Energia, produtora e comercializadora de gás natural e petróleo, busca ser valorizada em US$ 2,5 bilhões incluindo dívida em uma transação de busca de alternativas estratégicas para captar recursos, segundo pessoas familiarizadas com o assunto ouvidas pela Bloomberg News.

A empresa contratou o Banco Bradesco BBI como assessor em uma transação que pode incluir a venda de uma participação minoritária, majoritária ou uma oferta pública inicial de ações, disseram as pessoas, que pediram para não serem identificadas porque as discussões não são públicas.

Um fundo da gestora de ativos alternativos Prisma Capital, atual acionista controladora, pode vender uma participação ou até mesmo o controle, dependendo do preço, disseram as pessoas, acrescentando que o negócio pode acabar sendo apenas uma injeção de capital na empresa que precisa de recursos para conseguir aproveitar oportunidades de investimento.

A Prisma, a Origem e o Bradesco BBI não quiseram comentar.

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A Origem planeja investir R$ 2,1 bilhões até 2029 na construção de sete usinas termelétricas para cumprir contratos firmados no leilão de reserva de capacidade realizado em março deste ano, disse o presidente da empresa, Luiz Felipe Coutinho, ao jornal Valor Econômico em março. As usinas, com capacidade instalada total de 380 megawatts, devem entrar em operação entre 2028 e 2029, segundo Coutinho.

Essa nova produção e o crescimento dos negócios atuais devem impulsionar o Ebitda da Origem para valores entre US$ 500 milhões e US$ 600 milhões em 2029, disseram as pessoas, acrescentando que a empresa também está investindo na comercialização e armazenamento de gás, gasodutos e um terminal de exportação de petróleo.

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A empresa é a quarta maior produtora de gás natural do Brasil, produzindo 2 milhões de metros cúbicos de gás por dia, segundo o Valor Econômico.

Em 2025, o Ebitda da Origem foi de R$ 746,7 milhões, um aumento de 55% em relação a 2024, de acordo com suas demonstrações financeiras.

A dívida líquida da Origem era de R$ 2 bilhões em Março de 2026, segundo dados do seu balanço.

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A Origem Energia nasceu como Petro+ quando a engenheira Luna Viana adquiriu o campo de gás Garça Branca, no Espírito Santo, em 2016, segundo o site da empresa. Depois, o administrador Luiz Felipe Coutinho juntou-se à companhia e, em 2020, o engenheiro Nathan Biddle tornou-se sócio; no mesmo ano, a Prisma assumiu o controle da empresa.

O colunista Lauro Jardim publicou anteriormente que a Origem Energia havia contratado o Bradesco BBI para buscar alternativas de capitalização sem revelar onde obteve a informação ou o valor buscado pela empresa no negócio.

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