Bloomberg — Autoridades brasileiras cumpriram mandados de busca e apreensão em sete Estados nesta quinta-feira (24) em uma operação destinada a desvendar estruturas financeiras supostamente usadas para adquirir uma grande distribuidora de combustíveis e lavar dinheiro.
A operação foi realizada pelo Gaeco, grupo de combate ao crime organizado de São Paulo, em parceria com a Receita Federal, e incluiu buscas em endereços ligados a 13 pessoas e 19 pessoas jurídicas em sete Estados brasileiros, segundo comunicado.
O Ministério Público de São Paulo constatou que mais de R$ 120 milhões foram movimentados entre diferentes entidades e contas para a compra da Tobras Distribuidora de Combustíveis Ltda., distribuidora conhecida como Terrana que, segundo as autoridades, acabou sendo usada para lavagem de dinheiro, de acordo com o site G1.
Entre os alvos está um diretor do Banco Genial, segundo uma pessoa a par da operação ouvida pela Bloomberg News. Ela que pediu para não ser identificada por não ter autorização para falar publicamente.
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O diretor do Banco Genial foi afastado do cargo em maio e não é mais sócio da instituição, informou o banco em comunicado. Segundo o Genial, ele foi retirado dos processos de decisão assim que a instituição tomou conhecimento dos fatos.
O banco também contratou especialistas externos para revisar seus processos internos, e encaminhou às autoridades informações sobre o fundo e as empresas investigadas.
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A Terrana não atendeu de imediato a uma ligação em busca de comentários.
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