Bloomberg — A Novo Nordisk investirá € 432 milhões (US$ 507 milhões) na modernização de uma fábrica na Irlanda para produzir seu medicamento para emagrecimento Wegovy, um dos seus maiores sucessos, para mercados fora dos Estados Unidos.
A unidade, que emprega 260 funcionários, proporcionará uma capacidade adicional “significativa” para a produção de medicamentos atuais e futuros para obesidade e diabetes, afirmou a farmacêutica dinamarquesa em comunicado.
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A Bloomberg News havia noticiado anteriormente que a Novo planejava expandir a fábrica em Athlone, na região central da Irlanda. O Wegovy é uma peça fundamental na estratégia da Novo para se manter competitiva no mercado de emagrecimento, que antes dominava.
As ações da Novo caíram até 5,7% em Copenhague na segunda-feira (2). O Goldman Sachs rebaixou a recomendação das ações de compra para neutra, devido às menores expectativas de vendas da injeção de nova geração CagriSema. O estudo mostrou que a injeção experimental apresentou menor perda de peso do que o medicamento Zepbound, da concorrente Eli Lilly, um sucesso de vendas, o que coloca em dúvida a competitividade futura da Novo.
A Lilly também fabrica os ingredientes ativos de seus medicamentos para perda de peso na Irlanda e anunciou uma expansão de US$ 800 milhões em sua unidade de Cork em 2024.
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Há cerca de dois anos, a Novo desistiu dos planos de construir uma fábrica perto de Dublin e cortou empregos em sua unidade de Athlone em setembro do ano passado, segundo relatos da mídia local.
O investimento incluirá uma modernização e reforma das instalações existentes. Todo o projeto no local, que abrange 18 hectares, criará até 600 empregos na construção civil, acrescentou o comunicado. Os projetos de construção, que já começaram, serão finalizados gradualmente entre o final de 2027 e 2028.
“A Irlanda abriga 9 das 10 maiores empresas farmacêuticas globais, produzindo uma parcela significativa dos medicamentos mais inovadores do mundo, consolidando o papel do nosso país como um centro importante para a fabricação farmacêutica”, disse Peter Burke, ministro da Empresa da Irlanda.
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