Lucro do Itaú sobe 13,2% no 4º trimestre e banco projeta expansão no crédito em 2026

Maior banco do país registrou lucro líquido recorrente de R$ 12,317 bilhões no período, pouco acima do esperado pelo consenso da Bloomberg; ROE alcançou 23,4%

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Bloomberg Línea — O Itaú Unibanco (ITUB4) registrou lucro líquido recorrente de R$ 12,317 bilhões no quarto trimestre de 2025 – um avanço de 13,2% na base anual e de 3,7% em três meses.

O resultado, divulgado nesta noite de quarta-feira (4), ficou levemente acima do consenso de analistas consultados pela Bloomberg, que estimavam um lucro de R$ 12,26 bilhões.

No consolidado do ano, o lucro do maior banco do país foi de R$ 46,83 bilhões, alta de 13,1% em relação ao ano passado.

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O ROE (Retorno sobre o Patrimônio Líquido), principal métrica de rentabilidade dos bancos, ficou em 23,4% – leve alta de 0,1 ponto percentual (p.p.) frente ao trimestre passado, mas 1,2 p.p. acima do no mesmo período do ano anterior.

“Entregamos resultados consistentes em 2025 com disciplina de risco, solidez e governança robusta. Entramos em 2026 preparados para crescer com responsabilidade e seguir criando valor de forma sustentável”, escreveu o CEO Milton Maluhy Filho em nota enviada à imprensa.

O Itaú somou R$ 1,49 trilhão na carteira de crédito expandida ao final de 2025. O saldo representa alta de 6% na base anual e de 6,3% frente ao terceiro trimestre.

A carteira de pessoas físicas cresceu 6,6% em 12 meses, para R$ 474,3 bilhões, enquanto a de micro, pequenas e pequenas empresas (MPMEs) avançou 8,7% no mesmo intervalo, para R$ 303,1 bilhões.

Já em grandes empresas, a carteira somou R$ 455,9 bilhões, alta de 5,2% em um ano.

A margem financeira gerencial somou R$ 31,53 bilhões no período, alta de 7,3% na comparação anual e de 0,5% na trimestral.

Já a inadimplência longa, acima de 90 dias, alcançou 1,9%, queda de 0,1 p.p. na comparação anual, e estabilidade frente ao terceiro trimestre.

Guidance para 2026

Junto com os resultados, o banco divulgou o guidance para algumas das principais métricas em 2026.

O Itaú Unibanco projeta crescimento da carteira de crédito total entre 5,5% e 9,5% ao longo deste ano. Considerando apenas a carteira do Brasil, a alta poderia ficar no intervalo entre 6,5% e 10,5%.

A projeção para margem financeira com clientes é de crescimento entre 5% e 9%, e, para a margem financeira com o mercado, um saldo entre R$ 2,5 bilhões e R$ 5,5 bilhões.

A receita em prestação de serviços e resultado de seguros deve avançar entre 5% e 9% nos cálculos do Itaú.

Já as despesas não recorrentes de juros devem ter alta entre 1,5% e 5,5%.

“Os guidances de 2026 refletem essa base sólida: capacidade de navegar diferentes cenários e seguir entregando retorno com responsabilidade e consistência”, afirmou o CFO Gabriel Amado de Moura em nota à imprensa.

As ações do Itaú fecharam o pregão em baixa de 3,29%, acompanhando a queda dos papéis do setor após o resultado do Santander Brasil (SANB11), que foi o primeiro grande banco a divulgar seus números na manhã desta quarta-feira.

Apesar da queda, os papéis do Itaú acumulam valorização de 13,97% em 2026 e de 50,44% em 12 meses.

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