JetBio reformula projeto de US$ 2 bi no Brasil para produzir diesel renovável de etanol

Empresa do decidiu ampliar o escopo de sua futura fábrica em Paulínia, no interior de SP, diante do crescimento mais lento que o esperado da demanda pelo biocombustível utilizado por companhias aéreas

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Bloomberg — A JetBio reformulou o projeto de uma fábrica de combustível sustentável de aviação de US$ 2 bilhões para também produzir diesel a partir de etanol, diante do crescimento mais lento que o esperado da demanda por combustível sustentável de aviação.

A unidade deverá transformar 1,8 bilhão de litros de etanol por ano em diesel renovável ou combustível sustentável de aviação, dependendo da evolução da demanda, disse o CEO William Moore em entrevista em São Paulo.

O projeto pode criar um novo mercado para o setor de etanol do Brasil, que cresce rapidamente, sobretudo com a expansão da capacidade de produção à base de milho em paralelo ao já consolidado segmento de combustível derivado da cana-de-açúcar.

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Segundo maior produtor de etanol do mundo, o Brasil aumentará a produção do biocombustível em 12% nesta safra, de acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Em comparação com cinco anos atrás, a oferta é 40% maior.

A capacidade da JetBio de produzir diesel renovável, além de SAF, também permite à empresa comprar etanol de um grupo muito maior de produtores, porque os requisitos para o diesel renovável são menos rigorosos, disse Moore.

A JetBio, empresa do portfólio da americana Summit Agricultural Group, trabalha para obter financiamento para o projeto.

Com capacidade de 1,8 bilhão de litros por ano, a unidade da JetBio em Paulínia, no estado de São Paulo, processaria cerca de 4% da produção brasileira de etanol. A empresa pretende tomar uma decisão formal de investimento no início de 2027.

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“A capacidade de produzir os dois produtos amplia imensamente a oferta e torna o projeto muito mais atraente para o restante do setor de etanol, não apenas para a pequena parcela que produz o etanol de que precisamos para SAF”, disse Moore.

A reformulação foi necessária porque a demanda por combustível sustentável de aviação não deve acelerar até o fim da década. A FS, subsidiária da Summit, será a única fornecedora de etanol da JetBio, vendendo parte da sua própria produção ou firmando contratos com outras fornecedoras no Brasil.

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