Bloomberg — A BYD, maior fabricante mundial de veículos elétricos, juntou-se a centenas de empresas que estão pressionando para serem reembolsadas pelas tarifas de importação pagas ao governo dos Estados Unidos, de Donald Trump.
As unidades da empresa chinesa no mercado americano entraram com uma ação no Tribunal de Comércio Internacional dos EUA em 26 de janeiro, com o argumento de que o conjunto de ordens executivas que sustentam as tarifas é inválido, o que torna a cobrança das tarifas ilegal, de acordo com o processo.
Uma decisão da Suprema Corte dos EUA sobre a legalidade das taxas assinadas por Trump está pendente.
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As unidades da BYD nos EUA disseram que entraram com o processo porque não têm garantia de reembolso na ausência de seu próprio julgamento e alívio judicial.
Um porta-voz da BYD na China não respondeu imediatamente a um pedido de comentário da Bloomberg News. A Caixin Global noticiou o processo anteriormente.
Mais de 1.000 entidades corporativas, incluindo nomes conhecidos como Costco e Goodyear, já haviam entrado com processo para obter o reembolso de sua parte dos bilhões de dólares em tarifas que os EUA cobraram até agora.
Trump disse em post em rede social em novembro passado que ser forçado a pagar reembolsos “seria uma catástrofe para a segurança nacional”.
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A BYD, que projeta e fabrica ônibus e caminhões elétricos nos EUA, afirmou no processo que pagou e continua a pagar tarifas “significativas” sobre os materiais que importa para sustentar suas operações americanas.
Embora a empresa seja líder global em veículos elétricos, ela não vende carros de passeio nos EUA devido a tarifas substanciais e a um ambiente regulatório considerado complexo.
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