Empresa liderada por Carlos Brito escolhe bancos para IPO na Europa, dizem fontes

Belron Group, que atua no segmento de para-brisas e é comandado pelo ex-CEO da AB InBev, contratou o Bank of America, o BNP Paribas, o JPMorgan Chase e o Morgan Stanley para oferta, segundo pessoas que falaram com a Bloomberg News

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Bloomberg — O Belron Group, proprietário das marcas de para-brisas Carglass, Safelite e Autoglass e comandado pelo brasileiro Carlos Brito, selecionou bancos de investimento para liderar uma possível oferta pública inicial (IPO) que poderia ser a maior da Europa nos últimos anos, segundo fontes a par do assunto que falaram com a Bloomberg News

A maior empresa de reparo de para-brisas do mundo contratou o Bank of America, o BNP Paribas, o JPMorgan Chase e o Morgan Stanley para organizar uma oferta já no ano que vem, afirmaram as fontes, que pediram para não serem identificadas ao discutir assuntos confidenciais.

As deliberações estão em andamento e mais bancos podem ser adicionados à lista, afirmaram.

Representantes da Belron, do Bank of America, do BNP Paribas, do JPMorgan e do Morgan Stanley se recusaram a comentar.

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A Belron, dirigida pelo ex-CEO da AB InBev, prefere Amsterdã como local de listagem e pode buscar uma avaliação superior a € 30 bilhões, informou a Bloomberg News no mês passado.

Leia também: Como Carlos Brito transformou os para-brisas em um império de € 6,7 bilhões

A seleção dos bancos é a etapa mais recente de um processo que teve início formal quando o acionista majoritário, o Grupo D’Ieteren, anunciou há um mês que estava analisando opções estratégicas para a Belron, incluindo uma possível abertura de capital. As ações da empresa belga subiram até 5,1% na quinta-feira (8), a maior alta em cerca de um mês.

Além da Safelite nos Estados Unidos e da Autoglass no Reino Unido, a Belron opera a marca Carglass na Europa e no Brasil. A empresa realizou 17 milhões de serviços no ano passado e registrou vendas de € 6,7 bilhões.

O D’Ieteren detém pouco mais da metade da empresa, enquanto um grupo de investidores — incluindo a Clayton, Dubilier & Rice, a Hellman & Friedman, a GIC e a BlackRock — detém o restante. Todos se recusaram a comentar.

Uma oferta pública inicial (IPO) da Belron seria um impulso para os mercados de capitais europeus, que ainda não se recuperaram da queda nas novas listagens iniciada após a pandemia do coronavírus.

Os volumes de IPOs na Europa têm ficado atrás dos da Ásia e dos Estados Unidos, onde a corrida para financiar o desenvolvimento da inteligência artificial impulsionou um boom de listagens.

-- Com a colaboração de Ruth David e Arno Schütze.

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