Bloomberg — O conglomerado brasileiro de siderurgia e energia Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) continua sob pressão devido aos altos custos de financiamento e aos pesados gastos com projetos de expansão, mesmo enquanto se movimenta para vender ativos importantes para fortalecer seu balanço patrimonial.
A dívida líquida subiu para R$ 41,2 bilhões no final do quarto trimestre, de R$ 37,1 bilhões três meses antes. Isso elevou seu índice de alavancagem líquida pela primeira vez em 2025, subindo para 3,47 vezes o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização.
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A CSN captou novos recursos e refinanciou acordos bilaterais, estendendo os vencimentos até 2030, de acordo com seu comunicado de resultados. “A empresa está avançando em estruturas financeiras que acelerarão o refinanciamento de sua dívida de curto e médio prazo”, disse.
As ações caíram até 10% em São Paulo, atingindo o menor preço desde abril de 2020.
A empresa controlada pela família bilionária Steinbruch planeja levantar até US$ 1,5 bilhão em um empréstimo garantido para pagar os títulos vencidos e melhorar o perfil de sua dívida, de acordo com pessoas familiarizadas com o assunto.
As negociações com os bancos, no entanto, chegaram a um impasse em meio a discordâncias sobre o tamanho do empréstimo e o tipo de garantia, informou a mídia local no início deste mês.
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A CSN contratou consultores para vender uma participação significativa em seu braço de infraestrutura e logística, bem como o controle de seu negócio de cimento.
A CSN pretende assinar acordos no segundo semestre do ano, visando obter recursos de R$ 15 bilhões a R$ 18 bilhões, quase metade de seus atuais empréstimos líquidos.
O grupo também está buscando um parceiro estratégico para sua divisão de aço. Fundada como uma siderúrgica, a CSN viu seu negócio principal ser pressionado pelas altas taxas de juros do Brasil e por uma enxurrada de importações de aço chinês de baixo custo em seu mercado doméstico.
A CSN reportou um prejuízo líquido de R$ 721 milhões no quarto trimestre, perdendo a média das estimativas dos analistas acompanhados pela Bloomberg.
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