Toffoli autoriza ‘congelar’ bens de Nelson Tanure em investigação sobre o Master

Ministério Público solicitou a medida após investigação da Polícia Federal que alega que o investidor teria atuado como sócio oculto no banco, com influência por meio de fundos e estruturas complexas; Tanure diz em nota que nunca foi sócio do Master

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Bloomberg — O ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli autorizou o congelamento de bens do investidor e empresário Nelson Tanure como parte de uma investigação sobre o Banco Master, de acordo com uma decisão de 6 de janeiro divulgada pelo tribunal na sexta-feira (16).

O Ministério Público solicitou a medida após uma investigação da Polícia Federal que alega que Tanure atuou como sócio oculto no banco falido, exercendo influência por meio de fundos e estruturas corporativas complexas, afirmou o juiz na decisão.

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Os jornais Folha de S. Paulo e Valor Econômico noticiaram a decisão mais cedo nesta segunda-feira.

Em nota, o seu advogado Pablo Naves Testoni disse que “Nelson Tanure jamais estabeleceu qualquer relação de natureza societária com o Banco Master, do qual foi cliente nos últimos anos, nas mesmas condições em que foi e segue sendo atendido por outras instituições financeiras conhecidas no mercado”.

Tanure, conhecido por fazer investimentos oportunistas em ativos distressed, estava entre os alvos da segunda fase de uma investigação sobre o Banco Master realizada na semana passada, a Operação Compliance Zero.

O congelamento de bens e a apreensão do celular de Tanure fizeram parte dessa investigação, informaram os jornais.

Na mesma nota acima citada, o advogado de Tanure disse que, “diante do fato de que nenhuma operação financeira do empresário [...] poderia corroborar a equivocada premissa apresentada pelo Ministério Público Federal na ocasião do pedido deferido pelo STF, o empresário [...] apresentará todos os esclarecimentos necessários, com respaldo documental e a certeza de que o tema será revisado, com a consequente revogação da decisão”.

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-- Matéria atualizada às 08h15 de 22 de janeiro de 2026 com a nota do advogado de Nelson Tanure.

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