Bloomberg — A CSN planeja captar até US$ 1,5 bilhão por meio de um empréstimo com garantias para pagar títulos que estão vencendo e melhorar seu perfil de alavacangem, segundo pessoas familiarizadas com o assunto ouvidas pela Bloomberg News.
Ações de subsidiárias da holding, incluindo a unidade de cimento, serão usadas como garantia, disseram as pessoas, que pediram para não ser identificadas porque o plano é privado.
Morgan Stanley, Citigroup, Deutsche Bank, BNP Paribas e HSBC estão entre os bancos que participariam da operação, segundo algumas das pessoas ouvidas.
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A CSN, o BNP, o Deutsche e o Citi não quiseram comentar. HSBC e Morgan Stanley não responderam aos pedidos de comentários.
A Companhia Siderúrgica Nacional, nome formal do conglomerado, afirmou no mês passado que planeja se desfazer de ativos-chave para reduzir seu elevado endividamento, conforme as altas taxas de juros apertam o financiamento e pesam sobre os investimentos.
A empresa discute há anos ofertas públicas iniciais de ações como uma opção para desalavancagem e já anunciou vendas de ativos que não se concretizaram. Mas, desta vez, a companhia estabeleceu uma meta concreta de reduzir entre R$ 15 bilhões e R$ 18 bilhões — cerca de metade — de sua dívida a partir deste ano.
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O grupo, controlado pela bilionária família Steinbruch, contratou assessores para vender uma participação relevante na CSN Infraestrutura — que possui portos, ferrovias e uma empresa de logística — além do controle da unidade de cimento, segundo a companhia.
A CSN, que pretende assinar acordos no segundo semestre deste ano, afirmou também que busca um parceiro estratégico para ajudar a modernizar a operação de aço, o negócio original do conglomerado.
O Morgan Stanley está trabalhando com a CSN na venda da empresa de cimento, enquanto o Citi e o Bradesco conduzem a venda do negócio de infraestrutura, segundo outras pessoas familiarizadas com o assunto.
O Bradesco não quis comentar.
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